Mostrando postagens com marcador Ellen White. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ellen White. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de março de 2012

O ministério de Ellen White: a “operação do erro de Satanás”

Não aprecio textos longos para a internet até mesmo por que, do ponto de vista da comunicação on-line, eles não são os ideais. Porém, há casos em que uma resposta mais longa se torna necessária, especialmente quando a verdade dos fatos está em jogo (Jd 1:3, 4), comprometendo assim a espiritualidade das pessoas, que estão sendo influenciadas terrivelmente pela mentira (Ap 22:15).

Recebi uma mensagem do internauta Maurício Moraes, onde ele apresenta os comentários do “Ministério Cristão Apologético” (MCA) a respeito do “ministério profético/místico” de Ellen White. Em seu post, o escritor do MCA, que se chama Luciano, propõe, através de várias “considerações”, que o bonito e prolífico ministério de Ellen é a “operação do erro de Satanás”, mencionada em 2 Tessalonicenses 2:9-11.

A ignorância é a mãe das “desvirtudes” (peço licença para uso do neologismo) e, nas poucas vezes que acessei o site de tal “ministério apologético”, percebi que ela (a ignorância) é “idolatrada” também por tal oponente. Só Deus sabe se ele presta esse falso “culto” motivado pelo ódio, e/ou ignorância quanto a existência de fontes primárias, e das respostas adventistas já publicadas a questionamentos que ele toma emprestado de outros críticos. Não posso julgar (Mt 7:1, 2).

Não vou me ater à “exegese” (interpretação) proposta pelo autor em torno de 2 Tessalonicenses 2:9-11, pois, ela é tão descabida que não há um comentarista sério (e nem os tão sérios assim…) que aceite um absurdo interpretativo daquele calibre. Vou me deter nas distorções históricas e doutrinárias para que você, leitor, avalie por si mesmo o grau de conhecimento histórico dos inimigos de Ellen White e conclua se eles são realmente dignos de algum crédito.

BOLA FORA – PARTE 1

Se a precisão histórica de tal apologista fosse tão aguçada quanto seu zelo contra o adventismo, ele teria tido contato com literatura produzida oficialmente pela Igreja Adventista, para que a pesquisa dele fosse digna de confiança. Veja a seguir as ousadas “considerações” do MCA e os tremendos “bolas-fora” da parte do referido escritor:

Ao considerar que “Ellen White se desviou de uma igreja cristã! (Hb 6.1-5; 1 Jo 2.19)”, ele deveria ter informado seus leitores que ela saiu do metodismo por ter abraçado algumas verdades adicionais, porém, jamais abandonou a fé cristã. Além disso, a compreensão adventista sobre a justificação pela fé é mais parecida com a apresentada por Wesley – e isso, obviamente, teve influência de Ellen White que, mesmo sendo co-fundadora do adventismo, nunca abandonou, por exemplo, a doutrina da Salvação pela graça que havia aprendido em sua antiga denominação.

Na nova igreja, através do estudo da Bíblia e inspiração de Deus, ela aperfeiçoou os próprios conceitos. Aperfeiçoar a própria teologia pode fazer parte da experiência de vida de qualquer pessoa que tenha a mente aberta e disposta a mudar seus conceitos. Nada há de errado nisso, desde que a Bíblia influencie tais mudanças.

Bastaria uma leitura do livro Caminho a Cristo e um breve estudo sobre o “Desenvolvimento das Doutrinas Adventistas” para evitar tamanha distorção. Com a leitura desse livro e de um estudo sobre desenvolvimento das doutrinas adventistas, o autor teria percebido que Ellen White jamais abandonou a doutrina metodista da salvação pela fé e importância de uma vida santificada em Cristo (1Co 1:2; Rm 6:22; Rm 6:22).

Ao considerar que “Ellen White não se importou com advertência de Jesus em Mt 24.36! (Lc 21.8) o referido apologista deveria ter informado que Ellen White nunca marcou datas para a volta de Jesus. Foi o batista Guilherme Miller quem marcou um período para a volta de Cristo (1843) e, posteriormente, o evangélico Samuel Snow (22 de outubro de 1844), quem se aventuraram nessa área.

Ellen White fez parte do grupo que creu nas pregações de Miller e que ficou decepcionado por Cristo não ter voltado no momento estipulado. Todavia, por causa de tal amarga experiência e depois que foi chamada por Deus para ser profetisa, foi contra qualquer tentativa de se marcar datas para a volta de Cristo. Apenas uma leitura do livro Mensagens Escolhidas, vol. 1 teria ajudado o oponente a evitar tamanho deslize. Na página 188 ela escreveu: “Progredíssemos nós em conhecimento espiritual, e veríamos a verdade se desenvolvendo e expandindo em sentidos com que mal temos sonhado, porém ela jamais se desenvolverá em quaisquer direções que nos levem a imaginar que podemos saber os tempos e as estações que o Pai estabeleceu por Seu próprio poder. Tenho sido repetidamente advertida com referência a marcar tempo. Nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada em tempo. Não devemos saber o tempo definido nem para o derramamento do Espírito Santo nem para a vinda de Cristo.”

Ao considerar que Ellen White era falsa por que “[...] conviveu e comungou com arianos que blasfemaram contra a doutrina da Trindade… (Jd 4)”, ele desconsiderou que o adventismo era composto por pessoas de várias confissões religiosas e que, portanto, é natural que, no processo formativo, houvesse entre o movimento pessoas que não partilhavam de todas as doutrinas.

Se o oponente tivesse feito uma leitura do livro Em Busca de Identidade, do historiador adventista George Knight, teria compreendido melhor o processo formativo da doutrina da Trindade no adventismo. Além disso, se ele realmente estivesse preocupado em informar o seu publico, não teria sido tão seletivo a ponto de não informar que Ellen White era trinitariana e acreditava na Divindade de Cristo. E não poderia ser diferente, pois, ela veio do metodismo.

Uma leitura do livro Evangelismo, págs. 613-617 também teria ajudado, bem como a citação da Sra. White em O Desejado de Todas as Nações, p. 530, onde ela afirma que “em Cristo há vida original, não emprestada, não derivada”.

Não merece maiores comentários o absurdo preconceito que ele manifestou, ao insinuar que não podemos conviver com pessoas que pensam diferente de nós. Com base nisso, alguém poderia pensar (e com razão) se o Ministério Cristão Apologético (MCA) não estaria tendo um comportamento nada cristão ao fazer “acepção de pessoas” (Rm 2:11).

Ao considerar que “Ellen White disse absurdos que hoje são omitidos de seus livros.”, o MCA poderia ter informado os leitores quais são esses absurdos, para que sua afirmação não ficasse tão vaga, e para que isso pudesse ser verificado por cada leitor.

Ao considerar que “Ellen White plagiou muitos de seus livros [...]”, fica evidente que o autor não conhece (ou desconsiderou) que a própria profetisa reconheceu que fez uso de outras fontes para expressar melhor os conceitos que Deus revelou para ela em visão – assim como o fizeram, por exemplo, os profetas bíblicos (canônicos) Lucas (Lc 1:1-4) e Judas (1:9; 14, 15). Bastaria a leitura da introdução do livro O Grande Conflito para comprovar que ela nunca afirmou que tudo o que ela usou em seus livros eram de sua autoria:

“Os grandes acontecimentos que assinalaram o progresso da Reforma nas épocas passadas, constituem assunto da História [...] Esta história apresentei-a de maneira breve [...] Em alguns casos em que algum historiador agrupou os fatos de tal modo a proporcionar [...] uma visão compreensiva do assunto, resumiu convenientemente os pormenores, ou suas palavras foram citadas textualmente; nalguns outros casos, porém, não se nomeou o autor, visto como as transcrições não são feitas com o propósito de citar aquele escritor como autoridade, mas porque sua declaração provê uma apresentação do assunto, pronta e positiva.”

Muito estranho um plagiador reconhecer que fez uso de fontes fidedignas e até mesmo recomendar em outras ocasiões que as pessoas lessem tais fontes!

Além disso, o MCA não informou aos internautas que o Patrimônio Literário Ellen G. White, órgão oficial da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, há 32 anos anos elaborou uma resposta às acusações de plágio vindas de Walter Rea. Tal documento está disponível no site do Centro de Pesquisas EGW no Brasil e você poderá acessá-lo clicando aqui

BOLA FORA – PARTE 2

Ao considerar que “Ellen White foi umas das pessoas que mais chamaram O Dia do Senhor de marca da Besta demoníaca… (Ap 1.10) o oponente demonstrou mais uma vez desconhecimento da real posição do adventismo – agora, a respeito do domingo e a marca da besta. Apenas uma leitura do livro O Grande Conflito, páginas 443 e 459, seria suficiente para mostrar que Ellen White crê que o domingo será a marca da besta e não que é. A autora até mesmo diz que muitos observadores sinceros do domingo serão salvos por que viveram de acordo com a luz que receberam. Confira-se tais declarações na íntegra clicando aqui.

Ao considerar que “Ellen White aceitou ser considerada uma mensageira inspirada para o tempo do fim! (Jr 23.16)”, o autor demonstrou total desconhecimento da opinião particular de Ellen White sobre a missão dela. Apesar de ela ter aceitado o dom profético, jamais usou isso como motivo de orgulho pessoal e muito menos afirmou que ela era a profetisa para o tempo do fim.

Se o apologista do MCA tivesse lido Mensagens Escolhidas, vol. I, págs. 31-35 saberia que ela não fazia questão de “alardear” sobre seus dons espirituais, como o fazem os atuais falsos ensinadores. Além disso, se o oponente conhecesse o comentário dela a respeito de Atos 2:17, 18, por exemplo, teria informado seus leitores de que Ellen White acreditava na abrangência do dom profético, não sendo, portanto, a única a recebê-lo (Pode ser que no tempo do fim, tenha sido a última com as qualificações dela. Não o sabemos. Só o tempo dirá).

Ao considerar que “Ellen White canonizou uma doutrina que ensina que o Senhor Jesus entrou no Santíssimo apenas em 1844. (Hb 9.24,25)”, o referido ministério apologético teria evitado mais uma distorção se tivesse consultado a tese doutoral de Alberto Timm, intitulada O Santuário e as Três Mensagens Angélicas: Fatores Integrativos no Desenvolvimento das Doutrinas Adventistas, disponível em português pela Imprensa Universitária Adventista (Unaspress).

A referida obra mostra que a doutrina do santuário passou por quatro períodos na história adventista, que começa a partir de 1844 e vai até os nossos dias. Esse reducionismo histórico-doutrinal por parte do MCA não levou em conta todo o processo formativo da referida doutrina pelo desconhecimento de uma importante obra sobre o assunto, como a de Alberto Timm.

Pioneiros adventistas como J.N. Andrews, Tiago White e Urias Smith, por exemplo, elaboraram a teologia da referida doutrina apenas com base no estudo da Bíblia, pois, o uso abundante das Escrituras era uma característica marcante do adventismo naquele período.

Desse modo, em hipótese alguma foi necessária uma “canonização” por parte de Ellen White para que a teologia do Santuário se tornasse parte do adventismo. Se ela tivesse estabelecido tal doutrina, a igreja não teria, décadas após a morte dela, produzido literatura abalizada, como a série de sete volumes produzida pelo Bibical Research Institute, para analisar de maneira mais exegética as implicações da doutrina do santuário para toda teologia adventista.

É importante destacar que as visões da profetisa apenas confirmaram as descobertas que os pioneiros haviam feito na Bíblia. Se o responsável pelo MCA tivesse consultado a obra Mensageira do Senhor, de Herbert E. Douglass, p. 171, teria evitado mais um deslize histórico, ao ser informado de que no período de formação doutrinária, os adventistas passavam dias e noites inteiras estudando a Bíblia e não os escritos de Ellen White, para estabelecer suas crenças fundamentais.

Apenas quando os pioneiros se encontravam diante de um impasse, cada um com uma opinião diferente sobre um assunto, Ellen White recebia uma visão para confirmar se a opinião do irmão A, B ou C estava correta. Nunca doutrinas “dela” estiveram em discussão, pois, todo conhecimento doutrinário era fruto do estudo das Escrituras.

Outro detalhe: apesar de nós adventistas crermos que Jesus começou outra fase de Sua obra sumo sacerdotal no santuário celestial (Hb 8:1, 2; 4:14-16) em 1844 (temos como base o cálculo da profecia das 70 semanas de Daniel 9 e 8:14), não cremos que Ele ficou “trancafiado” no lugar santo até esse período, como alega o oponente. Desse modo, seria importante que o MCA apresentasse alguma fonte adventista que afirme ter Cristo ficado “preso” no lugar santo do santuário, sem acesso algum ao lugar santíssimo, até 1844.

Ao considerar que “Ellen White ensina que satanás levará por fim a punição dos pecados dos salvos. (Is 53.5)”, o MCA não informou seus leitores de que crença de que o bode Azazel é um símbolo do Diabo, que será punido e responsabilizado pelos pecados que levou os outros a cometerem, é uma crença compartilhada por eruditos cristãos não adventistas.

Bastaria uma consulta ao livro Questões Sobre Doutrina, p. 284-287 para verificar uma lista com dezenas de estudiosos não adventistas, entre eles J. Russel H Howden (anglicano), Samuel M. Zwemer (presbiteriano), E. W. Hengstenberg (luterano), J.B. Rotherham (de uma igreja chamada Discípulos de Cristo), Guilherme Jenks (congregacionalista), William Milligan, James Hastings e William Smith (presbiterianos), John M’ Clintock e James Strong (metodistas), etc.

Por que o MCA não considera tais eruditos como “hereges”, sendo que pensam de modo parecido (não igual) com Ellen White? Estaria o seu preconceito contra o adventismo ofuscando a sua objetividade?

Ao considerar que “Ellen White chamou as falsas profecias dos adventistas de acontecimentos Bíblicos.”, o Ministério Cristão Apologético (MCA) continuou demonstrando total desconhecimento da história adventista e seu uso precário de fontes primárias. Bastaria uma leitura do livro História do Adventismo, de C. Merwyn Maxwell para ele perceber que os adventistas nunca fizeram “profecias”, como ele afirma. Faltou por parte do MCA uma explicação melhor do que seriam tais “profecias” feitas pelos adventistas e quais delas foram chamadas por Ellen White de “acontecimentos bíblicos”. Será que ele confundiu conclusões doutrinárias com predições proféticas? É difícil de imaginar que alguém que se propõe a defender ardorosamente a fé cristã possa ser ignorante quanto ao assunto e não saiba diferenciar opiniões teológicas de profecias. Não creio que isso tenha ocorrido, mas, há possibilidade.

BOLA FORA – PARTE 3

E os bolas-fora do MCA não terminaram.

Ao considerar que “Ellen White ensinou que a porta da salvação ficou fechada de 1844 até 1851” o MCA prestou mais um desserviço aos leitores de seu site. Se ele tivesse se informado da existência de uma carta de Ellen White escrita em 1874 a J. N. Loughborough, teria visto que ela mesma se defende desse tipo de falsa acusação propagada pelos críticos desinformados. O fato de Ellen White ter esclarecido a questão há 138 anos prova que esse e outros críticos da Sra. White estão bem “atrasados” e desatualizados.

Na referida carta ela escreveu: “[...] Nunca tive, porém, uma visão de que pecadores não mais se converteriam. E sinto-me livre para declarar que ninguém nunca me ouviu dizer ou leu de minha pena declarações que os justifiquem [os críticos] nas acusações que têm feito contra mim nesse ponto [...] Jamais declarei ou escrevi que o mundo estava condenado ou reprovado. Nunca, sob nenhuma circunstância, empreguei tal linguagem para com alguém, por mais pecador que fosse [...]”.

Bastaria uma leitura do Sumário a respeito do assunto, no livro Mensageira do Senhor, p. 509, para constatar que Ellen White empregou o termo “porta fechada” como uma expressão para descrever o que aconteceu no Céu em 22 de outubro de 1844: Cristo fechou a porta do lugar santo do santuário celestial em 1844 e abriu a porta do lugar santíssimo para iniciar Seu ministério Sumo Sacerdotal.

Ao considerar que “Ellen White considerou ALGUMAS RAÇAS de pessoas, que são imagem de Deus, sendo resultado de cruzamentos de animais com pessoas”, o autor só evidenciou seu doentio preconceito contra a profetisa adventista, ao acusa-la de racismo.

Apenas uma leitura do já citado Mensageira do Senhor, págs. 214-216, seria suficiente para descobrir que em 1891, 1895 e 1896, através de artigos publicados na “Review and Herald”, ela estimulou os esforços educacionais e evangelísticos em favor dos negros e deu origem a uma obra na qual seu próprio filho, Tiago Edson, tomou parte ativa.

Para o trabalho ser possível, Edson produziu um livro que seria usado para (1) levantar fundos (2) ensinar analfabetos a ler e (3) ensinar as verdades bíblicas em linguagem simples. Ele fazia uso de um barco (conhecido como Morning Star) para evangelizar os descendentes dos escravos em lugares que viviam em lugares menos favorecidos.

Além de enviar missionários para que trabalhassem entre as comunidades negras, a Sra. White exaltou o valor de todas as raças diante de Deus:

O nome do negro está escrito no livro da vida, junto do nome do branco. Todos são um em Cristo. O nascimento, a posição, nacionalidade ou cor não podem elevar nem degradar os homens. O caráter é que faz o homem. Se um pele-vermelha, um chinês ou africano rende o coração a Deus em obediência e fé, Jesus não o ama menos por causa de sua cor. Chama-lhe Seu irmão muito amado” (“The Southern Work”, pág. 8. Escrito em 20 de março de 1891.

Ela afirmou que os que “menosprezam um irmão por causa de sua cor estão menosprezando a Cristo” (Citado em “Mensageira do Senhor”, p. 214).

Tais fatos provam que Ellen nunca foi racista. Sua dedicação e também a de seu filho no auxílio dos negros menos favorecidos são uma prova irrefutável de que ela tinha um forte senso de missão e obedecia a Romanos 2:11, não fazendo acepção de pessoas.

O MCA também está insinuando com tal acusação que Ellen White “ensinou” ser possível a “amalgamação” (mistura) de homens e animais para o surgimento de “novas espécies”. O leitor que quiser fazer um estudo sério sobre o uso que ela faz do termo “amalgamação” em se livro Spiritual Gifts, vol. 3, pág. 64, poderá acessar uma análise fidedigna clicando aqui.

O centrowhite.org.br pertence a um órgão oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, de modo que o internauta poderá ter informações em fontes de primeira mão, ao invés de apoiar-se em fontes de “segunda mão”, como o faz o referido ministério apologético.

BOLA FORA – PARTE 4

Quando pensei que o Ministério “Cristão” Apologético (MCA) tinha chegado ao seu limite no número de distorções históricas e doutrinárias, me enganei. No restante de seu infeliz artigo, Luciano continuou desconsiderando – por ignorância ou má fé, Deus o sabe – as fontes primárias e as respostas adventistas aos questionamentos que ele pegou emprestado de outros críticos mais desinformados ainda.

Antes de considerar que “Ellen White ensinou que a salvação na ‘angústia final’ ou grande tribulação, será pela guarda do sábado”, ele deveria ter feito uma leitura do capítulo “Nossa Única Salvaguarda”, do livro O Grande Conflito, para saber que a proteção do crente no desfecho final do Grande Conflito não está apenas na observância dos mandamentos de Deus (são importantes, como demonstração de fidelidade e sinal de identificação, como lemos em Apocalipse 12:17 e 14:12), mas, em aceitar o conjunto das Escrituras.

Lamentavelmente o MCA empregou um reducionismo teológico insustentável em sua “leitura” de Ellen White, como pode ser comprovado pelas citações a seguir do capítulo supracitado:

“O povo de Deus é encaminhado às Santas Escrituras como salvaguarda contra a influência dos falsos ensinadores e poder ilusório dos espíritos das trevas” (pág. 593)

“Pessoa alguma, a não ser os que fortaleceram o espírito com as verdades das Escrituras, poderá resistir no último grande conflito” (Ibidem)

Mais lamentável ainda é que ministérios apologéticos como o MCA, CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas) e ICP (Instituto Cristão de Pesquisas) continuem levando aos seus leitores informações tão distorcidas sobre os adventistas. Informações que contribuem para que o reino do “pai da mentira” (Jo 8:44) dure por mais tempo nesse mundo tenebroso.

Antes de considerar que “Ellen White estava suscetível ao espiritismo, visto que tinha ‘alucinações’ (visões e sonhos) intermináveis”, o autor poderia ter lido sobre a experiência que Ellen White teve com um hipnotizador, onde ela mostrou não ser susceptível a poderes espíritas, e sim ao poder do Espírito Santo. Caso o responsável pelo MCA tivesse lido o livro Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, págs. 719 e 720 para comprovar que as tentativas de um médico mesmerista (nome que, na época, era relacionado à hipnose) em nada afetaram a profetisa, não teria feito mais uma afirmação insustentável.

Além disso, a leitura de uma breve biografia da autora adventista, disponível aqui, seria o bastante para comprovar que as visões e sonhos de Ellen White não foram “intermináveis”, como alega o MCA. Na verdade foi um total de aproximadamente 2000 sonhos e visões.

CONCLUSÕES INFELIZES

Depois de todas as suas “considerações”, frutos de seu preconceito e total desinformação, o autor do lançou a pergunta: “Poderia o ministério de Ellen White ser uma ‘operação do erro’ de Satanás?” Em seguida, apresentou as seguintes conclusões:

Considerando o que a Bíblia diz “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira [...]” 2 Tessalonicenses 2:9-11

… Poderíamos propor que esse ministério profético/místico que surgiu em torno dessa senhora iludida, pode ser sim, uma operação do erro que Deus enviaria para as pessoas que não aceitam Sua Palavra, Sua Verdade. A operação que Satanás teria liberdade de fazer de caráter religioso.

Acredito que meus amigos adventistas não se sentirão ofendidos com essa possibilidade, na verdade probabilidade. Pois é por amor, que temos postado isso. Aos irmãos ‘adventistas’, salvos por Cristo, que estão libertos desse ‘espírito’, mas ainda estão na IASD. Que sejam corajosos em ajudar outros a se libertarem de Ellen White. (Disponível em: http://mcapologetico.blogspot.com/2011/10/poderia-o-ministerio-de-ellen-white-ser.html Acessado em: 23/01/2012).

Não fica difícil percebermos que, se a abordagem dele ao longo de seu post foi infeliz, as conclusões que ele apresentou não podem ser diferentes.

CONCLUSÕES ÓBVIAS

Considerando que… O Ministério Cristão Apologético (MCA) demonstrou ser bem desinformado em relação à história do adventismo e à compreensão adventista sobre o dom profético dado a Ellen White (entre outros assuntos), conclui-se que o responsável por esse ministério deveria ter sido mais responsável na utilização fontes primárias e literatura adventista oficial. Assim, não teria prestando tamanho desserviço ao seu público que, por causa da sua pesquisa precária, não teve acesso às informações fidedignas e realmente comprovadas.

Além disso, após esses esclarecimentos, o leitor pode facilmente ser tentado a questionar a precisão de todos os demais artigos do MCA, que atacam outras religiões. Não estariam os outros movimentos considerados “sectários” também tendo sua história e doutrinas distorcidas abertamente como fruto da ignorância e pouco e/ou mau uso de fontes primárias?

Para finalizar, aplico à atitude do oponente as palavras de Alberto Timm, em sua réplica ao livro “Seitas Proféticas”, de outro crítico desinformado, Tácito da Gama Leite Filho:

“Esperar que um apologista não-adventista concordasse com a compreensão das doutrinas bíblicas dessa Igreja seria, obviamente, exigir demais de tal pessoa. Mas quando fatos históricos são distorcidos, a realidade é diferente. No mundo das modernas comunicações e das fascinantes pesquisas científicas, é inaceitável que um historiador contemporâneo [ou que se propõe a ser um] ainda se permita desconhecer fontes primárias existentes, comprometendo assim não apenas sua reputação e da editora que publicou a obra [nesse caso, do site do MCA que publicou tais distorções], mas também a da Universidade em que obteve sua formação acadêmica, e a da denominação religiosa a que pertence.” (Alberto R. Timm, “A Bem da Verdade”. Revista O Ministério Adventista, julho-agosto 1997, pág. 27).

Oro para que o responsável pelo referido ministério apologético pense nisso com espírito de oração, e permita o Espírito falar-lhe à consciência para que não continue a propagar distorções em relação ao adventismo e, consequentemente, persista na transgressão conscienciosa do 9º mandamento da Lei de Deus, que ordena: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Ex 20:10).

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ellen White teve epilepsia?

“Sou profissional da área da saúde [e pastor "Cristão Evangélico"] e afirmo que muitas doenças são causadas por contaminações bacterianas, seus BURROS. Além do mais, Ellen G. White era EPILETICA e sofria constantes convulsões. Seria ela portadora de tantos pecados assim, a ponto de parecer ser uma endemoninhada?”

Olá, Paulo Henrique Santos,

Além de profissional da área de saúde, você deveria também ser um profissional do respeito e da boa educação.

Mesmo que Ellen White tivesse tido epilepsia, isso não dá a pessoa alguma o direito de menosprezá-la por isso. Qualquer um que tenha tal problema é digno de nosso mais puro respeito, se tivermos o mínimo de sensibilidade diante do sofrimento humano.

Será importante esclarecer alguns pontos para que não continue na ignorância:

1) Ellen White NUNCA foi epiléptica. Pelo menos não há provas disso. Recomendo que pesquise em fontes primárias, como, por exemplo, o livro de Herbert E. Douglass, intitulado “Mensageira do Senhor – o ministério profético de Ellen White” (Casa Publicadora Brasileira, 2003).

Há nesse material uma refutação bem elaborada a tal crítica descabida – de que ela possuía problemas mentais. Refiro-me mais especificamente às páginas 62-65, onde há a seguinte declaração, na p. 62:

“Em resposta à acusação de que ela sofria de epilepsia do lobo frontal, oito professores da Escola de Medicina e Enfermagem na Universidade de Loma Linda, incluindo três neurologistas, mais um psiquiatra do Norte da Califórnia, estudaram as evidências disponíveis. Em 1984 eles escreveram um relatório intitulado: ‘Sofria Ellen White de Crises Parciais Complexas?’

“O relatório afirma: Diagnosticar um distúrbio de crise parcial complexa (epilepsia psicomotora ou do lobo frontal) não é algo muito fácil, mesmo com a ajuda de técnicas modernas como a eletroencefalografia e a gravação em vídeo. Portanto, o estabelecimento de um diagnóstico dessa natureza, retroativo a uma pessoa falecida há quase 70 anos e, levando-se em conta que não existem registros médicos, só pode ser, na melhor das hipóteses, especulativo, vago e controverso”.

Esse relatório foi publicado na revista Ministry (Advent Review) de agosto de 1984, de modo que espalhar esse tipo de acusação contra ela é uma evidência clara da falta de conhecimento daquilo que realmente foi comprovado.

Gostaria que você, como profissional da área da saúde, apontasse-me nos registros científicos o número de pessoas epilépticas que conseguiram deixar escritas cerca de 100.000 páginas à mão (sobre as mais diversas áreas do saber humano), sem ter concluído o primário.

Apreciaria que me apontasse o número de epilépticos que estão entre os primeiros no topo da lista dos escritores mais traduzidos no mundo (Ellen White está em terceiro, no momento). Aguardarei com expectativa sua resposta.

2) O fato de todas as doenças serem consequência do pecado (e de nossa transgressão das leis naturais de Deus) EM NADA contradiz o fato de que elas são causadas também por contaminação bacteriana (ou virótica). Uma coisa não exclui a outra, pois, ao transgredirmos as leis de saúde, damos às bactérias ou vírus “oportunidades” para nos prejudicar.

Portanto, leia com mais atenção o que EGW escreveu sobre o assunto, bem como artigo que postei, sobre o qual fez tal comentário desrespeitoso.

Despeço-me com um texto bíblico para sua reflexão:

“Não digam palavras que fazem mal aos outros, mas usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem.” (E 4:29, NTLH).

Deus o ilumine.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ellen White dá um “tapa na cara” dos que gostam de criticar a liderança da igreja

Um dissidente chamado Marcelo (veja no blog www.emdefesadoespiritosanto.blogspot.com) está adotando a mesma postura de Pereira ao disseminar suas ideias heréticas no blog: postar vários comentários (repetitivos) em diversas páginas do site para que os leitores sofram uma verdadeira “enxurrada” de ideias antitrinitarianas. Como se isso não bastasse, ele me escreveu em um de seus posts:

“Abra os olhos, senão você vai se perder junto com a liderança corrupta! Veja a arrogância deles que a Sra. White viu na citação anterior… Estes profissionais da obra “por tantos anos” estão lutando contra Deus. Traidores atrevidos, como Paulo diz a Timóteo”

Agora, veja o puxão de orelhas que Ellen White dá nesse fanático:

“Quando homens se levantam, pretendendo ter uma mensagem de Deus, mas em vez de combaterem contra os principados e potestades, e os príncipes das trevas deste mundo, eles formam um falso esquadrão, virando as armas de guerra contra a igreja militante, tende medo deles. Não possuem as credenciais divinas. Deus não lhes deu tal responsabilidade no trabalho. O Senhor não confere a nenhum homem uma mensagem que desanimará e desalentará a igreja (Testemunhos Para Ministros, p. 22, 23.)

Esse trecho de Ellen White mostra claramente que a atitude de Marcelo e outros dissidentes é motivada pelo príncipe das trevas, que se aproveitou dos sentimentos de amargura deles para lançá-los no precipício da crítica e desconfiança para com a liderança da igreja. Ao invés de eles combaterem “os principados e potestades”, combatem “a liderança”. Como diz o ditado: eles agem bem “como o diabo gosta”…

Um costume prejudicial que faz parte da vida dos dissidentes é o “enxergar o cisco no olho dos líderes ao invés de tirar a “trave” que está nos olhos deles. Eles não param para pensar que a Igreja Adventista não crê numa espécie de “infalibilidade papal” que apresenta um líder como sendo “isento de erros”. Por isso, é infantil – e anticristã – a atitude deles de denegrir toda a obra de Deus por causa das falhas pessoais de seres humanos como você e eu.

Esses críticos também demonstram imaturidade espiritual em achar que todos os pastores teem de ser “perfeitos”. Criam padrões sobre humanos para os ministros, como se eles não fossem pecadores como qualquer outra pessoa e carentes da graça diária de Jesus.

Se os dissidentes fossem guiados por Deus, ao invés de criticar a liderança, orariam pelos líderes e se colocariam à disposição deles para aconselhar (mansamente) e apresentar soluções. Teriam a disposição de unir-se num espírito de amor cristão para que a obra cresça e Jesus volte logo.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ellen White ensinou que é pecado ser doente?

A citação (isolada pelos críticos) em que Ellen White afirma isso se encontra em Conselhos Sobre Saúde, p. 37: “É pecado ser doente, pois toda doença é resultado de transgressão”.

Ellen White ensinou o mesmo que Jesus. Ele relacionou a doença ao pecado, em João 5:14: “Mais tarde, Jesus o encontrou no templo [depois de tê-lo curado] e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior.” Os críticos terão a audácia de dizer que Cristo estava errado?

Para uma pessoa que sabe ser a doença o resultado da transgressão das leis da natureza, essa afirmação de Ellen White está corretíssima. Sendo que “pecado é a transgressão da lei” de acordo com 1 João 3:4 (até das leis da natureza), é claro que ficar doente se constitui num pecado.

Sendo o corpo sagrado para Deus (1Co 3:16, 17; 6:19, 20), qualquer abuso cometido contra ele – e que lhe cause doenças e sofrimento – é pecado. Se a doença não for pecado, o que ela é, então? Que os críticos dêem uma definição melhor para a doença, “desvinculando-a” do pecado.

A questão é: deveríamos nos atormentarmos com a culpa (por pecar) sempre que ficamos doentes? Não é isso o que Ellen White disse. Apresentarei toda a citação para que o leitor veja se há razão para condenar a escritora pelo que ela afirmou no Conselhos Sobre Saúde:

“É pecado ser doente, pois toda a doença é resultado de transgressão. Muitos sofrem em conseqüência da transgressão de seus pais. Estes não podem ser censurados pelo pecado de seus pais; não obstante, é seu dever, indagar em que seus pais violaram as leis do seu ser, que trouxeram sobre seus descendentes tão desditosa herança; e naquilo em que os hábitos de seus pais foram errados, devem eles mudar de procedimento, e guiar-se por hábitos corretos, em melhor relação para com a saúde.”

Ela afirma que, mesmo sendo pecado ser doente, os “muitos que sofrem em consequência da transgressão de seus pais não podem ser censurados pelo pecado de seus pais”. Aqui ela se refere às doenças hereditárias e aconselha a todo doente a descobrir no que seus pais erraram (em nível de comportamento errado que trouxe doença), a fim de que não cometa os mesmos erros contras as leis naturais que regem o corpo.

“Interessante” é que os acusadores não se preocuparam em ver a mensagem central do Conselhos Sobre Saúde e se apegaram a um texto isolado de maneira pretensiosa. Se você ler a página 29, por exemplo, verá que, mesmo sendo pecado ficar doente, há solução para todo pecador:

“Quando o evangelho é recebido em sua pureza e poder, é uma cura para as doenças originadas pelo pecado. O Sol da Justiça ergue-Se trazendo “cura nas Suas asas”. Mal. 4:2. Todos os recursos do mundo não podem curar um coração quebrantado, nem comunicar paz de espírito, nem remover o cuidado, nem banir a enfermidade. A fama, o engenho, o talento – são todos impotentes para alegrar um coração dolorido ou restaurar uma vida arruinada. A vida de Deus na alma, eis a única esperança do homem.”

Ela apresenta o evangelho como fonte de cura “para as doenças originadas pelo pecado”. Entre os inúmeros conselhos que ela dá sobre a saúde, sempre o poder de Deus é apresentado como o remédio para nossas enfermidades. Por que os acusadores não se detêm a esse ponto?

Finalizo com uma pergunta aos críticos:

Ficar doente é “o resultado da graça de Deus” ou resultado do pecarmos contra as leis naturais? Com base em sua resposta, releia agora tal citação de Ellen White e verá que não há motivos para alarme.

Mulheres herdam a cintura fina das mães?

Entre as declarações de Ellen White consideradas “descabidas” está aquela em que a autora “afirma” terem algumas mulheres herdado cintura fina das mães. Transcreverei toda a citação para você perceber que alguns “antiwhiteanos” têm problemas com a leitura:

“Ao amarrar o corpo, os órgãos internos das mulheres são comprimidos fora de suas posições. É raro encontrar uma mulher que esteja completamente saudável. A maioria delas têm várias doenças. Muitas têm enfrentado problemas de fraqueza e tem tido muita dor. Estas mulheres vestidas elegantemente não podem transmitir boa constituição para seus filhos. Algumas mulheres têm naturalmente cinturas pequenas. Mas ao invés de se considerar tais formas como bonitas, elas devem ser vistas como defeituosas. Estas “cinturas de vespa” podem ter sido transmitidas a elas por suas mães, como resultado de sua indulgência na prática corrompida do uso de espartilho, e em conseqüência de respiração imperfeita. As pobres crianças nascidas destas miseráveis escravas da moda têm diminuída a sua vitalidade, e estão predispostas a contrair doenças. As impurezas retidas no organismo em conseqüência da respiração imperfeita são transmitidas para sua descendência” (Review and Herald, 31 de outubro de 1871).

A autora está sendo contra o uso de espartilhos que, naquela época, comprimiam os órgãos vitais, trazendo assim doenças.

Perceba que ela não faz uma revelação profética ou afirmação categórica de que todas as mulheres tenham herdado uma cintura fina por causa do erro das mães em usar espartilhos.

Ela afirma que as “cinturas de vespa” podem ter sido transmitidas. Faz uma declaração cautelosa sem caráter profético e emite uma opinião pessoal que nem ela mesma julga como sendo uma verdade incontestável!

O mais importante no trecho são os princípios de saúde ensinados. Ela mostra que aquilo que se veste poderá influenciar sobremaneira na no bem-estar da pessoa.

Os críticos têm prazer em ler nos escritos de Ellen White aquilo que não existe. Deus lhes pedirá contas.

terça-feira, 29 de março de 2011

Ellen White ensinou a deixar as crianças sem comer?

Esse suposto “mau conselho” dado por ela se encontra no livro Temperança, p. 158:

“Eu recomendaria deixá-los [os filhos] sem comida pelo menos por três dias, até que sintam fome bastante para tomar o alimento saudável”.

Ellen White foi mãe de quatro filhos e, por experiência, sabia como educar o paladar das crianças para que elas comessem coisas mais saudáveis.

A citação está no contexto em que ela aborda a ignorância de muitas mães quanto ao cozinhar, e os efeitos que isso causa na saúde dos filhos. Veja:

“Nem a metade das mães sabem cozinhar ou o que pôr diante de seus filhos.”

Em seguida, ela afirma que essas mães negligentes “colocam perante seus filhinhos nervosos essas indigestas substâncias que ardem na garganta e por todo o caminho abaixo até às delicadas membranas do estômago, tornando-o como fogueira a arder, de modo que não reconhece a comida saudável”.

Por causa dessa alimentação inadequada, “os pequeninos chegam à mesa, e não podem comer isto, ou aquilo. Tomam controle e comem justamente o que querem, seja ou não para benefício seu”.

Se algo urgente não for feito, os filhos com o paladar pervertido só comerão “besteiras”, comprometendo assim a saúde e a vida! Nesse contexto é que Ellen White recomenda deixar as crianças ficarem com fome “até que sintam fome bastante para tomar o alimento saudável”.

Caso isso levasse três dias (com certeza Ellen White sabia que, em muitos casos, um dia já seria suficiente), era melhor ficar um tempo com fome do que comer aquilo que mal trata o organismo e afeta até mesmo o comportamento. É claro que nesse período de três dias as crianças estariam bebendo algo (água e suco) e comeriam nem que fosse um pouquinho do alimento saudável. Elas não iriam morrer de fome por isso.

O princípio exposto por ela no parágrafo é o de reeducar o apetite dos filhos para que eles aprendam a viver de maneira saudável, com qualidade de vida. Ela também mostra na mesma página que “não devemos condescender com o apetite das crianças, apresentando-lhes essas comidas indigestas”. Nada mais.

Isso não mata ninguém, pelo contrário: reeducar o gosto pelos alimentos diminui o risco de doenças, aumenta o tempo de vida e a utilidade na sociedade.

Ellen White foi uma falsa profetisa ou os que a acusam é quem são falsos?

Recebi uma série de textos de Ellen White que foram distorcidos (por maldade ou ignorância) com o objetivo de desmerecê-la como profetisa.

É compreensível que uma pessoa não creia que ela recebeu o dom profético, pois, isso é algo para ser experimentado individualmente por aqueles que têm acesso aos escritos dela e os leem com o objetivo (sincero) de descobrir a beleza da Pessoa de Jesus.

Porém, atrapalhar os outros que acreditam ter ela recebido de Deus a tarefa de exaltar a Bíblia e a Pessoa do Salvador, é uma atitude maldosa que em nada contribui para a edificação espiritual dos outros.

Os debates que tenho tido com indivíduos que não aceitam o dom profético na pessoa de Ellen G. White fizeram-me concluir que há entre os questionadores pessoas sinceras, que estão em busca da verdade e que precisam ser tratadas como a própria Ellen White recomendas no livro Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, p. 328:

“Essas pessoas não devem ser privadas dos benefícios e privilégios da igreja, se no demais sua conduta cristã é correta e têm um bom caráter cristão…

“Alguns, foi-me mostrado, poderiam receber as visões publicadas, julgando a árvore pelos seus frutos. Outros são como o duvidoso Tomé; não podem crer nos Testemunhos publicados, nem receber evidências através do testemunho de outros, mas precisam ver e ter evidências por si mesmos. Estes não devem por isso ser postos de lado, mas deve ser exercida para com eles longa paciência e amor fraternal até que tomem posição e assumam opinião definida contra ou a favor.”

Porém, há os ignorantes que distorcem aquilo que não conhecessem (o pior é que acham que conhecem!) e que na verdade não têm o objetivo de apresentar a verdade dos fatos. Muitos deles até acreditariam nas mensagens de Ellen White se ela não reprovasse o estilo de vida deles

Pretendo apresentar a você uma série de respostas que mostram algumas das declarações da escritora no verdadeiro contexto em que elas as escreveu. Nos próximos dias separarei um tempo para demonstrar que os críticos de Ellen White estão “mais por fora que arco de barril”, e espero que eles sejam honestos consigo mesmos após leitura atenta e pesquisa imparcial.

Que eles parem de usar o procedimento desonesto chamado “elipse” para colocar na boca de Ellen White aquilo que ela jamais disse. Que eles extraiam dos escritos dela os princípios fundamentais para uma vida espiritual saudável. E, que deixem de difamá-la, pois, “… o que difama é insensato.” (Pv 10:18).

Ellen White afirmou que a Inglaterra declararia guerra contra os EUA.

Essa distorção é feita através da citação do livro Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, p. 259:

“Quando a Inglaterra declarar guerra, todas as nações terão interesses próprios a atender, haverá guerra e confusão totais”.

O argumento é: sendo que não há qualquer registro histórico de que isso tenha acontecido, isso prova que Ellen White falhou.

Porém, quando lemos toda a citação, percebemos que ela não tem caráter preditivo e sim condicional. Preste atenção especialmente nas frases em negrito:

A Inglaterra está estudando se é melhor tirar proveito da presente condição, guerreando contra ele… Teme que, se ela iniciar guerra do Exterior… mas, se a Inglaterra pensar que isso valerá a pena, não vacilará um momento para aumentar as chances de exercer o poder e humilhar nosso país…”.

Que em seu comentário pessoal Ellen White mostra apenas a hipótese de haver uma guerra entre os dois países, fica claro quando lemos toda a citação, especialmente as frases em que ela apresenta condições para que a batalha entre Inglaterra e EUA aconteça. Analisemos duas frases apenas:

“A Inglaterra está estudando SE é melhor tirar proveito…” – Perceba que os ingleses estavam analisando para ver se era melhor tirar proveito.

SE a Inglaterra pensar que isso valerá a pena…” – Veja a condicionalidade: SE a Inglaterra pensar….

É depois dessas afirmações condicionais é que ela escreveu: “Quando a Inglaterra declarar guerra…”. Por isso, na construção frasal do trecho, “Se” e “Quando” são sinônimos e apresentam apenas uma possibilidade de conflito.

Reunindo todas as informações que estão na página 259, a citação pode ser perfeitamente compreendida da seguinte maneira:

“A Inglaterra está estudando para ver se é melhor tirar proveito… Se a Inglaterra pensar que isso valerá a pena, chegará o momento em que ela declarará guerra [contra os EUA]”

Os críticos deveriam ler toda a citação em seu contexto e perceber seu caráter condicional, para não saírem por aí escrevendo um monte de bobagens…

A análise desse texto descontextualizado e dos demais que futuramente serão abordados aqui no blog, nos leva a concluir que falsos são os críticos de Ellen White e não ela!

Ellen White ensinou que o uso de perucas faz mal à saúde?

Ellen White escreveu que as perucas, “cobrindo a base do cérebro, aquecem e estimulam os nervos espinhais que se centralizam no cérebro”.

Porém, a qual tipo de peruca ela se referia? Com certeza, não eram as modernas perucas de nossos dias!

Se os críticos fossem mais honestos (não me refiro a todos) teriam considerado todas as declarações dela sobre o assunto, existentes em outras edições do The Health Reformer (não apenas a edição de outubro de 1871, onde se encontra o conselho da profetisa).

Ellen White está falando de um produto muito diferente de nossos dias. Quando se analisa o The Health Reformer de julho de 1867, percebe-se que ela trata de perucas que eram “ramalhetes monstruosos de cabelos encaracolados, algodão, plantas marinhas, lã, barba-de-velho, e outras numerosas abominações”.

Quem usava esse tipo de peruca sentia um forte calor na parte posterior da cabeça e um grande incômodo durante o momento em que permanecia com ela.

Há outro artigo do The Health Reformer que os acusadores deveriam considerar (janeiro de 1871). Nele encontramos a informação sobre as “perucas de juta”, que eram feitas com cascas da árvore e que estavam infestadas de percevejos que se enterravam no couro cabeludo! Imagine se uma peruca dessas iria fazer bem à saúde!

Seria correto julgar o que a autora escreveu sobre as perucas do século 18, tendo como base o nosso século? Reflita nisso, sincero leitor.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Os críticos de Ellen White são desinformados e desatualizados – Parte 2

Os críticos de Ellen White estão desatualizados

Você não irá acreditar, mas, uma resposta ao livro The White Lie foi publicada pela Igreja em 1982! Sim: as principais alegações de Rea foram respondidas há 28 anos (com base no ano de 2010) e, mesmo, assim há pessoas imaturas espiritualmente que continuam dando crédito a um revoltado, sem ter lido a contra-resposta às afirmações dele.

Recomendo que leia o material e que o envie para os críticos que conhece. Ele está disponível no site do Centro de Pesquisas Ellen G. White no link:

http://www.centrowhite.org.br/textos.pdf/02/refer%C3%AAncia_8a.pdf

Outros livros já publicados também são ignorados pelos críticos. Um deles é o Ellen G. White and Her Critics (Ellen G. White e Seus Críticos), de Francis D. Nichol. Foi publicado em 1951 e até hoje não vi um crítico fazer sequer menção a este material, quanto mais tentar “refutá-lo”!

Esse material também está acessível àqueles que não se contentam com as informações deturpadas e sem embasamento dos críticos (antes de fazer o download, você precisa baixar o programa DJVU, disponível no próprio site):

http://www.adventistarchives.org/docs/EGWC/EGWC1951__B/index.djvu

Mais recentemente foi publicado no Brasil Mensageira do Senhor (Casa Publicadora Brasileira, 2003), escrito por Herbert E. Douglass. É considerado uma das mais completas pesquisas sobre a vida e obra da Sra. White já realizadas. No material o autor apresenta evidências do dom profético na vida dela e aborda as principais acusações que foram dirigidas a ela ao longo dos anos.

As acusações dirigidas a Ellen White são ultrapassadas e repetitivas. Por isso, Salomão estava com toda razão quando escreveu: “O que foi é o que há de ser; e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há, pois, novo debaixo do sol.” (Ec 1:9)

Uma vida pecaminosa contribui para a rejeição à Ellen White

É claro que o que vou escrever não se aplica a todos. Há crentes sinceros de excelente comportamento moral que não creem em Ellen White como profetisa. Irmãos que são verdadeiros representantes de Deus neste mundo e que honram o cristianismo.

Porém, tenho percebido que muitos rejeitam os escritos dela por que os mesmos não apoiam a conduta pecaminosa do indivíduo. Há poucos dias recebi o telefonema de um irmão do Rio de Janeiro. Ele me contou que a pessoa que o ajudou a aceitar a Cristo como Salvador se deixou enganar pelo livro de Rea e, hoje, se tornou uma grande oponente ao dom profético dado a Ellen White.

O resultado? Essa pessoa se casou com alguém que não pertence à fé, contrariando assim a orientação bíblica de que o cristão não deve se colocar em jugo desigual (Dt 7:3, 4; 2Co 6:14).

Percebeu caro leitor? Essa moça não se sentiu mais motivada em obedecer a Deus por ler o The White Lie. Se ela tivesse dado atenção à Bíblia e ao que Ellen White diz sobre o casamento com infiéis, estaria noutra situação. Definitivamente: o livro de Walter Rea não a aproximou mais da vontade de Deus do que os livros de Ellen White o fariam!

O problema é que o ser humano procura várias formas de justificar seus erros. E uma delas é não aceitar as mensagens de um profeta para não se sentir acusado por seu estilo de vida pecaminoso. Muitos estão mais dispostos a criticar as mensagens do que em se arrepender de seus pecados.

Esse tipo de desonestidade emocional afeta a saúde psíquica e afasta de Deus.

Aceitar ou não? Isso é entre você e Deus

As críticas feitas a Ellen White na internet se propagam especialmente pela falta de informação adequada. Se cada cristão se dedicar a examinar a vida e a obra da Sra. White indo a fontes primárias – sem se deixar enganar pelos artigos do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP) e do Centro Apologético Cristão de Pesquisas (CACP) – verá que ela exaltou a Jesus Cristo, foi uma grande defensora da doutrina da justificação pela fé e grande promotora dos conselhos bíblicos para a boa saúde.

Será que você não está entre aqueles que a rejeitam por que os escritos dela não apoiam sua forma de viver? Essa é uma pergunta que cada um precisa responder para si com toda honestidade, lembrando-se de que Deus vê o coração (1Sm 16:7).

A decisão quanto à aceitação ou não do dom profético dessa mulher adventista deveria ser tomada após a leitura de alguns de seus livros, como, por exemplo, Caminho a Cristo, O Desejado de Todas as Nações, Educação, etc. Por isso, faço um desafio a todo irmão protestante que de coração segue a Jesus e busca a verdade:

Leia um desses livros de Ellen White e perceba se sua comunhão com Deus irá melhorar ou piorar. Os resultados de tal leitura em sua vida devocional lhe ajudarão a tirar conclusões por si mesmo, sem a interferência de pessoas maldosas que não estão dispostas a amar a verdade e que querem impedir outros de fazê-lo.

Minha vida foi transformada após a leitora dos dois volumes do Mente, Caráter e Personalidade (Casa Publicadora Brasileira) – pérolas da psicologia cristã. E a sua? Leia um dos livros dela e depois me conte sua experiência aqui no blog.

A paz de Cristo seja com você.

Os críticos de Ellen White são desinformados e desatualizados – Parte 1

Os críticos de Ellen White são desinformados e desatualizados – Parte 1

O Pr. Enoch De Oliveira escreveu o seguinte sobre o livro The White Lie (A Mentira Branca), de Walter Rea, crítico de Ellen White:

“… além de alguma repercussão lograda em alguns diários e publicações especializados, o impacto logrado por Walter Rea sobre a Igreja foi insignificante e inexpressivo” A Mão de Deus ao Leme (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1985), p. 141.

Porém, mesmo as alegações de tal acusador não tendo tido significância, críticos desinformados têm usado o livro de Rea como “argumento” para atacar Ellen White, minar a confiança das pessoas em seu dom profético e criar barreiras entre os adventistas os demais cristãos.

Rea foi um pastor da igreja Adventista de Long Beach, Califórnia, que, depois de um período de dúvidas e conflitos denunciou a Sra. White de haver violado os direitos autorais (copyright). Em uma entrevista publicada em um diário da Califórnia ele concluiu:

“Seus escritos não procedem de Deus; são produto da imaginação humana” Los Angeles Times, 13 de novembro de 1980.

O que poucos críticos sabem é que Rea plagiou Dudley Marvin Canright, o primeiro grande crítico do adventismo (que ironia: um “defensor” dos direitos autorais plagiando outro escritor…). Canright se revoltou contra Ellen White por que ela não apoiava certas coisas que ele fazia.

Ao usar as mesmas acusações de Canright, Walter Rea foi deselegante, irreverente e cínico. Não usou do espírito cristão ao abordar o assunto, evidenciando assim sua má fé e falta de interesse em saber a verdade.

O fato de uma pessoa se tornar inimiga de outra por ter sido repreendido por ela (de maneira honesta e amiga) já deveria levar os prudentes a se perguntarem: “é digno de confiança o testemunho de uma pessoa como Canright que, ao invés de mudar (e perdoar), atacou uma pessoa só por ela ter sido contra seu estilo de vida?” “É digno de crédito o material de Rea, que é fruto do plágio dos escritos de uma pessoa indisposta a perdoar?”

A essência dos erros interpretativos de Walter Rea

Muitos cristãos têm um conceito errado sobre a maneira como Deus atua para inspirar um profeta. Acreditam que o Senhor inspira cada palavra (isso é chamado de Inspiração Verbal) de modo que, se uma pessoa cometer algum erro até mesmo sobre datas históricas, tal profeta é falso. Entre esses cristãos está Rea, autor do The White Lie.

Pelo fato de a Sra. White usar outros autores para transmitir os conselhos divinos ele concluiu que ela havia sido “plagiadora” e não uma mensageira de Deus. Ora, essa mesma crítica pode ser dirigida a Lucas, pois, ele escreveu o terceiro evangelho da Bíblia com base nas informações de terceiros (Lc 1:1-4).

Precisamos entender (e Rea não quis fazer isso) que Deus inspira o profeta e não as palavras dele. O Senhor atua na mente da pessoa e permite que ela escolha suas próprias palavras para expressar os conceitos divinos. Isso é bíblico, como podemos ver em Gênesis 9:11-16. Deus garantiu que, sempre que enxergasse o arco-íris no céu, se lembraria do Seu acordo em não mais destruir a Terra com águas do dilúvio. Sabemos que Deus não iria se esquecer de sua promessa. Isso é impossível. Moisés apenas descreveu o interesse do Criador em linguagem humana para que melhor pudéssemos compreender a promessa do Senhor.

Outra exemplo interessante podemos encontrar ao compararmos o relato do Sermão do Monte em Mateus 5-7 e em Lucas 6. O evento é o mesmo, porém, as palavras utilizadas foram diferentes. Perceba que Deus inspirou ambos os autores; apenas permitiu que cada um expressasse suas ideais com base na própria visão de mundo e maneira de perceber os acontecimentos.

Em alguns momentos Deus ditou ao profeta aquilo que ele deveria escrever (Jr 36:2). Noutra ocasião, o Criador pessoalmente escreveu Sua mensagem – os Dez Mandamentos, como podemos ler em Êxodo 31:18. Porém, no geral, Ele inspira o pensamento (Inspiração Dinâmica) e, para que esse profeta possa comunicar em linguagem humana a vontade divina, o Espírito Santo o guia até mesmo na seleção de ideias contidas em outros materiais não inspirados (Judas 1:9; 14, 15. Aqui o autor bíblico citou uma obra judaica chamada “Assunção de Moisés” e um escrito popular nos dias dele, 1 Enoque).

Por que o Senhor permitiu que Judas fizesse uso de tal material? A Bíblia de Estudo Plenitude (Sociedade Bíblica do Brasil, 2001, p. 1336) explica: “Embora esse escrito (de 1 Enoque) não faça parte das Escrituras Sagradas, a doutrina nesta referência está de acordo com a verdade bíblica”.

Se aceitarmos que Deus inspira não as palavras e sim o profeta, os relatos do evangelhos que parecem contraditórios (exemplo: Mateus 8:28 e Marcos 5:1, 2) serão facilmente compreendidos, pois, aos lermos, saberemos que cada autor escreveu sobre os acontecimentos tendo como base a sua percepção dos fatos.

[Continua...]

domingo, 14 de novembro de 2010

Ellen White - A Prefetisa Que NÃO Falhou -Parte3

A Chuva de Meteoros

Nota: Aqui há uma afirmação digna de repreensão da parte de Deus. Rinaldi, assim como outros pastores que desconhecem (ou ignoram os fatos verdadeiros!) nossa história denominacional, disse que “22 de outubro de 1844 é dia marcado pelos Adventistas para a volta de Cristo” (adaptado). Ellen White, assim como os demais adventistas, nunca marcaram datas para a volta de Jesus. Quem se aventurou nisso foram os mileritas (seguidores de Guilherme Miller), observadores do domingo e que pertenciam a várias denominações evangélicas da época: Batista da Comunhão Restrita, Batista da Comunhão Livre, Batista Calvinista, Batista Arminiana, Metodista Episcopal, Metodista Evangélica, Metodista Wesleyana, Metodista Primitiva, Congregacional, Luterana, Presbiteriana, Protestante Episcopal, Reformada Alemã, etc. Poderíamos dizer que esses sim eram “profissionais” na “arte” de marcar datas. Não negamos nossa origem milerita, mas jamais iremos aceitar que como movimento organizado os Adventistas do Sétimo Dia marcaram datas para a o retorno glorioso do Salvador. Como mencionei no início dessa nota, o Pr. Rinaldi precisa ser repreendido por Deus e é com a carta de Judas que o Senhor fará isso: “Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas coisas se corrompem. Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá.” Judas 1:10-11. (Grifos meus).

Voltemos ao tema:

De forma resumida apresentarei o posicionamento de Rinaldi para “negar” que no ano de 1833 ocorreu um dos sinais do tempo do fim. Ele diz que os “Adventistas queriam mistificar o dia 22/10/1844, sendo que o evento de 1833 se encaixava bem na idéia da volta de Jesus Cristo em 1844” e a razão para isso foi baseada na afirmação do “Planetário e Escola Municipal de Astrofísica” de São Paulo de que “esse evento ocorreu realmente. Entretanto, é um evento astronômico cíclico, ou seja, ocorre com essa intensidade de 33 em 33 anos”.

Apesar do esforço monstruoso de Rinaldi e João Flávio Martinez em negarem a veracidade do evento de 1833, o mesmo é confirmado sem dificuldades porque a “chuva de estrelas” (meteoros) é precedida de outros fenômenos na natureza. Unicamente a queda de meteoros em 13 de novembro de 1833 se encaixa na profecia por que: Jesus disse que antes da queda de estrelas haveria o “escurecimento do Sol” e que a lua não daria a claridade dela. Tais eventos ocorreram em 19 de maio de 1780.

O Salvador fez menção a um “grande terremoto” em Apocalipse 6:12. Ele ocorreu em 1o de novembro de 1755, destruiu Lisboa e atingiu três continentes. Perceba que o forte terremoto ocorreu em 1755 e que o escurecimento do Sol (acompanhado daquele fenômeno em que a lua se torna vermelha como sangue) foi em 1780. Desse modo, não há outra chuva de meteoros que se encaixe no contexto profético do tempo do fim a não ser a de 1833! Ambos os acontecimentos são seqüenciais e antecedem a volta do Senhor! (Apocalipse 6:12-17).

Não negamos que sempre existiram chuvas de meteoros e concordamos com o “Planetário e Escola Municipal de Astrofísica” de São Paulo de que tal evento astronômico é cíclico, tendo ocorrido mais de uma vez na história. O que rejeitamos é a tendenciosidade de Natanael Rinaldi e seu colaborador em tirar do evento de 1833 a importância que tem no contexto dos sinais de Mateus 24:29 e Apocalipse 6:12, 13.

E, já que eles gostam de informações científicas, aí vai outra de peso:

“Provavelmente o mais notável chuveiro meteórico até hoje visto foi o de Leônidas na noite que seguiu a 12 de novembro de 1833 (13 de novembro). Algumas estações meteorológicas estimam em mais de 200.000 meteoros por hora, durante cerca de cinco ou seis horas.” – YOUNG, Charles A. Astronomy Manual, pág. 469.

Racismo

Uma das maiores “virtudes” do Pr. Natanael Rinaldi é escrever bobagens. E, acusar Ellen White de racismo beira o ridículo quando conhecemos a dedicação dela em ajudar financeiramente pessoas de todas as raças. Analisemos o outro texto que ele distorceu:

“Mas há uma objeção ao casamento da raça branca com a preta. Todos devem considerar que não têm o direito de trazer à sua prole aquilo que a coloca em desvantagem; não têm o direito de lhe dar como patrimônio hereditário uma condição que os sujeitariam a uma vida de humilhação. Os filhos desses casamentos mistos têm um sentimento de amargura para com os pais que lhes deram essa herança para toda a vida”. – Mensagens Escolhidas, vol.2, págs. 343 e 344.

O conselho que ela deu no sentido de não haver casamento entre brancos e negros, precisa ser entendido à luz da sociedade e da cultura do século passado, particularmente nos EUA.

Naquele país o racismo era enorme. Vemos que homens como Martin Luther King e outros tiveram que lutar bravamente para desfazer o preconceito racial.

Entendendo a cultura da sociedade de sua época, Ellen White, expressou algo incontestável: “que os filhos de uniões mistas sofreriam muito”. Devido a isso ela mencionou que recebeu no início de seu ministério “orientação do Senhor” de que os pais não tinham o direito de dar aos filhos esta herança de humilhações.

Felizmente a sociedade mudou para melhor neste aspecto de segregação racial. Hoje os filhos de casamentos mistos não são mais objeto de tanta discriminação.

Precisamos lembrar que os escritos de qualquer pessoa, sejam dos escritores bíblicos, seja de Ellen White, precisam ser estudados no contexto em que eles foram produzidos. Se não fizermos isto estaremos sendo injustos com a pessoa que não está presente para defender-se.

Um apelo de sua pena, em 1891, seguido em 1895 e 1896 por artigos publicados na Review and Herald, estimulou os esforços educacionais e evangelísticos em favor dos negros e deu origem a uma obra na qual seu próprio filho, Tiago Edson, tomou parte ativa. Ele produziu um livro que seria usado para (1) levantar fundos (2) ensinar analfabetos a ler e (3) ensinar as verdades bíblicas em linguagem simples. Ele fazia uso de um barco (Morning Star) para evangelizar os descendentes dos escravos.

White estava interessada no desenvolvimento de esforços missionários que produzisse eficientes resultados em comunidades brancas e negras e enviou aos obreiros desse campo muitas mensagens de conselho e ânimo. Além disso, ela salientou de modo claro que “O nome do negro está escrito no livro da vida, junto do nome do branco. Todos são um em Cristo. O nascimento, a posição, nacionalidade ou cor não podem elevar nem degradar os homens. O caráter é que faz o homem. Se um pele-vermelha, um chinês ou africano rende o coração a Deus em obediência e fé, Jesus não o ama menos por causa de sua cor. Chama-lhe Seu irmão muito amado.” . Além disso, afirmou que os que “menosprezam um irmão por causa de sua cor estão menosprezando a Cristo”

Como Rinaldi poderá continuar sustentando as acusações dele? A honestidade intelectual e o temor a Deus deveriam motivá-lo a rever os próprios conceitos e a reconhecer que assim como a Bíblia, Ellen White sempre respeitou os negros. Prova disso está no fato de que nossos irmãos, quando se deparam com os escritos dela, nunca se sentiram ofendidos.

Será que os membros do Instituto “Cristão” de Pesquisas (ICP) e do Centro Apologético “Cristão” de Pesquisas (CACP) sabem mais do que os adventistas negros a forma como Ellen White os considerava?

Considerações finais

Em meus estudos particulares e nos benefícios que recebi especialmente com a leitura dos dois volumes do “Mente Caráter e Personalidade”, possuo provas irrefutáveis do dom profético em Ellen White. Filosoficamente não tem como provar o contrário do que eu sinto, do que a leitura dos livros dela fizeram por mim em relação a minha comunhão com Deus e minha saúde mental.

E, no campo espiritual, Natanael Rinaldi – ou qualquer outro crítico da Sra. White – não pode explicar como as visões dela transformaram ateus em fervorosos cristãos – a não ser pelo poder do Espírito Santo.

O leitor sincero que quiser pesquisar sobre o dom profético na vida e obras de Ellen White e tiver o interesse de entender a origem das acusações feita contra ela (e ter acesso às refutações), poderá consultar o site oficial da Igreja Adventista no Brasil: http://www.centrowhite.org.br

Um abraço e até logo!

Ellen White - A Prefetisa Que NÃO Falhou -Parte 2

A Hora da Volta de Jesus

Ao invés de usar os textos mais claros da autora para entender os mais difíceis, (fazemos isso ao interpretar a Bíblia), Rinaldi prefere descontextualizar a visão descrita no livro Primeiros Escritos sem se dar conta de que é ele quem está colocando na boca de Ellen White coisas que jamais sonhou em dizer quando era viva. Ela foi muito clara em afirmar:

“Progredíssemos nós em conhecimento espiritual, e veríamos a verdade se desenvolvendo e expandindo em sentidos com que mal temos sonhado, porém ela jamais se desenvolverá em quaisquer direções que nos levem a imaginar que podemos saber os tempos e as estações que o Pai estabeleceu por Seu próprio poder. Tenho sido repetidamente advertida com referência a marcar tempo. Nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada em tempo. Não devemos saber o tempo definido nem para o derramamento do Espírito Santo nem para a vinda de Cristo”.

Se nessa citação ela está concordando com Mateus 24:36, algo está errado com a “leitura” que o Pr. Rinaldi está fazendo dos escritos dela (uma observação: ao contrário do que o oponente disse, Mateus 24:36 afirma que a respeito do dia da volta de Jesus ninguém sabe e não que ninguém saberá. Do contrário, o próprio Cristo não saberia até hoje o dia da Volta dEle, mesmo tendo ascendido ao Céu e reassumido o Seu trono de glória – Hebreus 1:1-3).

Eis o texto que para nossos oponentes é “prova” de que Ellen White dizia saber o dia da volta de Cristo:

“Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. Ao declarar Deus a hora, verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou com o esplendor da glória de Deus, como aconteceu com Moisés, na descida do monte Sinai”.

Li o texto, inclusive as páginas 13, 14 e 16 e pude chegar a algumas conclusões sérias que nos ajudam na compreensão do que a profetisa quis passar:

1º: Ela estava tendo sua primeira visão, a do “Caminho Estreito”, no qual via a jornada do povo do advento até a Cidade Santa (págs. 13 e 14).

2º: Durante a caminhada, ela afirma que “alguns ficaram cansados, e disseram que a cidade estava muito longe e esperavam nela ter entrado antes” (pág. 14).

3º: Para auxiliar e animar os que estavam cansados e desanimados:

a) Jesus levantou o Seu braço direito, do qual saía uma luz que brilhava sobre os que enfrentavam a dura jornada (tanto que clamaram: “Aleluia!” – pág. 15);

b) Deus Anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus “aos 144.000” (salvos vivos por ocasião da volta do Senhor). Pág. 15.

4º: Depois de animar o povo, não há indicação alguma de que os salvos – ou Ellen White – ficassem sabendo do momento que o Salvador voltará, pois essa visão é para o tempo do fim, um pouco antes da volta de Cristo. Isso fica bem claro nas páginas 15 e 16, onde, após o anúncio, Jesus vem logo em seguida, ressuscita os mortos e leva-os juntamente com os santos vivos para o Paraíso.

Perceba que Ellen White não atribuiu para si o conhecimento quanto ao período da volta do Salvador, mas apenas nos informa que, na hora da angústia, foi feito o anúncio para animar os que estavam cansados no tempo do fim.

O destaque no contexto não é data alguma, mas o interesse de Deus em animar o Seu povo a seguir pelo caminho estreito que conduz à salvação (Mateus 7:13, 14). Por que distorcer o que está claro?

Guerra Civil Americana

Dessa acusação de Rinaldi, duas coisas merecem destaque:

1) Ele citou parcialmente a declaração de Ellen White: “Quando a Inglaterra declarar guerra, todas as nações terão seu próprio interesse em acudir, e haverá guerra geral e confusão geral.” - Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, pág. 259..

Se do ponto de vista acadêmico isso é errado, imagine como Deus vê tal atitude mentirosa (Apocalipse 22:15);

2) Retirou essa parte do texto do livro “Subtilezas do Erro” e não moveu uma palha para refutar a explicação que A. B. Christianini deu a essa suposta “profecia”. Dá para perceber a nítida tendenciosidade e a falta de argumentos do articulista.

Afirmou o Pr. Natanel Rinaldi: “É interessante observar as palavras “Quando” e “haverá” que, num futuro, a Inglaterra declararia guerra e com ela outras nações se envolveriam. A história americana sobre a guerra civil não registra o envolvimento da Inglaterra e muito menos de outras nações. Taxativamente outra falsa profecia”.

Agora, vejamos o texto dentro do seu contexto para que nenhum pretexto “Rinaldiano” permaneça em pé diante das evidências. Disponibilizarei a explicação do livro “Subtilezas do Erro” que Rinaldi omitiu.

O contexto desta citação mostra-nos que Ellen não estava fazendo algum tipo de predição. “Foi escrita durante a primeira parte da guerra civil, e apenas expressa condições e temores existentes na ocasião, referindo-se aos movimentos de opinião que agitavam as nações de outros continentes, em relação à Inglaterra… Em vista da carência de espaço, não reproduzimos todo o trecho em que a serva do Senhor aborda este assunto. Bastará uma simples leitura do mesmo para excluir-se qualquer caráter preditivo, pois o contexto mostra claramente que se tratava de uma hipótese, quando a Inglaterra declarar ou não a guerra. O parágrafo imediatamente anterior, diz: ‘Se a Inglaterra pensa que poderá fazê-lo [declarar guerra], não hesitará um só momento em alargar suas oportunidades de exercer seu poderio e humilhar a nossa nação’. Não há absolutamente nenhuma predição de guerra com os Estados Unidos” – CHRISTIANINI, Arnaldo B. Subtilezas do Erro. Casa Publicadora Brasileira, 1965.

Herbert E. Douglas no livro Mensageira do Senhor, pág. 487, continua:

“Quando esta frase [citação da possível guerra civil] é lida no contexto, inserida no mesmo parágrafo em que se encontram todas as outras afirmações condicionais a respeito da Inglaterra, o sentido muda de uma predição para uma possibilidade. “Se a Inglaterra declarar guerra…”

“Na página anterior, Ellen White usou a mesma construção gramatical: “Quando nosso país observar o jejum que Deus escolheu, então Ele aceitará as suas orações. A Sra. White não estava fazendo uma predição, mas uma afirmação condicional. Este uso do when [quando] pelo if [se] é prática comum no inglês.”

Ellen White - A Prefetisa Que NÃO Falhou -Parte 1

Esse material é uma refutação ao artigo “Ellen Gould White – a Profetisa que Falhou”, da autoria de Natanael Rinaldi (colaboração para o artigo de Rinaldi: João Flávio Martinez. Disponível no site www.cacp.org.br/adventismo). Ele foi lido por um membro da igreja Adventista que me pediu esclarecimentos a respeito.

Recebi com carinho sua carta na qual demonstra preocupação com as acusações feitas à irmã White.

Será uma satisfação lhe ajudar a refutar as observações descontextualizadas de Natanael Rinaldi, com quem já mantive contato várias vezes. Infelizmente, o coração dele está endurecido de tal forma que não consegue perceber que ele faz uso de um procedimento desonesto ao interpretar os textos da escritora: tira-os de seu contexto histórico e literário.

A seguir farei uma análise dos comentários do pastor Rinaldi divulgados no site do Centro Apologético “Cristão” de Pesquisas (CACP):

Deixando de lado a afirmação de que Arnaldo B. Christianini, autor de “Subtilezas do Erro” estava “em êxtase” quando escreveu que Ellen White tinha o dom profético (não sei como Rinaldi deduziu tamanho “êxtase” na comunicação escrita sem ao menos haver um ponto de exclamação…), percebe-se a total desinformação do Sr. Rinaldi quanto à doutrina Adventista a respeito dos escritos de Ellen White e da relação deles com a Bíblia. Alguns motivos:

1) O grau de qualidade ou de inspiração dos escritos dela não podem ser diferentes da Bíblia porque o mesmo Espírito Santo é o autor de ambos. Não existem “graus de inspiração”. Uma pessoa não pode ser parcialmente inspirada pelo Espírito. O profeta é usado por Deus ou pelo diabo (nesse caso, falso profeta).

2) Mesmo acreditando que a qualidade da inspiração de Ellen White seja a mesma da Bíblia, nunca afirmamos que os escritos dela são mais importantes que a Palavra de Deus. Uma coisa é ter a mesma origem (Espírito Santo); outra, ter a mesma função e aplicação. Resumindo: cremos que tanto os autores bíblicos quanto os que não têm livros na Bíblia (1 Crônicas 29:29) como o a Sra. White tiveram o mesmo grau de inspiração, mas que a função dos escritos deles jamais foi “complementar” as Escrituras ou servir de norma suprema de doutrina. Bastava Rinaldi ler nossa “Crença Fundamental no. 1” no livro Nisto Cremos (Casa Publicadora Brasileira) e comprovar:

“As Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo Testamento, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. As Escrituras são a infalível revelação de Sua vontade. Constituem o padrão de caráter, a prova da experiência, o autorizado revelador de doutrinas, o registro fidedigno do atos de Deus na História”.

3) A própria Ellen White reconheceu que, mesmo não devendo mudar os escritos dela (pois provêm de Deus), a única regra de fé do cristão é a Bíblia: “Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática. Por essa Palavra seremos julgados. Nela Deus prometeu dar visões nos “últimos dias”; não para uma nova regra de fé, mas para conforto do Seu povo e para corrigir os que se desviam da verdade bíblica. Assim tratou Deus com Pedro, quando estava para enviá-lo a pregar aos gentios.” – Primeiros Escritos, pág. 78.

Se Natanael Rinaldi compreendesse a função dos testemunhos dela (noutra ocasião poderei me deter nisso), não faria tais acusações contra a doutrina adventista que segue de perto o princípio protestante “Sola Scriptura” (podemos provar todas as nossas doutrinas na Bíblia. Basta ele conversar com algum membro nosso, estudioso, e verá).

Heresias e contradições nos Escritos de Ellen White

Esse tipo acusação não é novidade no meio adventista. O apóstata D. M. Canright (morreu em 1919) que se negou a aceitar as advertências da Sra. White (ele era bem instável emocionalmente) foi o responsável por grande parte das ofensas dirigidas à profetisa. Rinaldi está apenas repetindo aquilo que saiu da boca do “professor” dele (Canright).

A Volta de Jesus

Na assembléia realizada em 27 maio de 1856 em Battle Creek, ela teve a seguinte visão:

“Foi-me mostrado o grupo presente à assembléia. Disse o anjo: ‘alguns servirão de alimento para os vermes, alguns estarão sujeitos às sete últimas pragas, outros estarão vivos e permanecerão sobre a Terra para serem trasladados na vinda de Jesus” – Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, págs. 131 e 132.

Os críticos gostam muito de usar esta citação para dizer que Ellen Gold H. White foi uma falsa profetisa. Dizem eles: “já se passaram 148 anos e não há sequer uma pessoa viva daquela época. O fato desta profecia não se cumprir prova que a “papisa dos Adventistas” não foi inspirada por Deus”.

E Rinaldi não fica para trás na insensatez dele:

“Para justificar o erro profético dela, seus defensores se explicam dizendo: “É-nos dito pela mensageira do Senhor que se a igreja remanescente houvesse seguido o plano de Deus em fazer a obra que lhe indicara, o dia do Senhor teria vindo antes disto, e os fiéis teriam sido recolhidos ao reino.” (Idem, p. 110) É incrível como possam ser tão fanáticas certas pessoas a ponto de justificar um fracasso profético tão evidente no intuito de defender sua profetisa”. Ele peca em ignorar que existem profecias condicionais e incondicionais. Não há nada de fanatismo em defender esse conceito – basta estudar a Bíblia. Se Ellen White errou, então o personagem bíblico Jonas também foi um falso profeta, pois ele afirmou categoricamente que em 40 dias Nínive seria destruída. E isso não ocorreu! Será que Deus falhou?

Para entender a predição de 1856 e a profecia de Jonas é muito importante compreender o princípio bíblico de profecias condicionais. Jeremias nos auxilia: “No momento em que eu falar acerca de uma nação ou de um reino para o arrancar, derribar e destruir, se a tal nação se converter da maldade contra a qual eu falei, também eu me arrependerei do mal que pensava fazer-lhe. E, no momento em que eu falar acerca de uma nação ou de um reino, para o edificar e plantar, se ele fizer o que é mal perante mim e não der ouvidos à minha voz, então, me arrependerei do bem que houvera dito lhe faria.” Jeremias 18:7-10.

Profecias condicionais são aquelas que dependem da resposta humana para o seu cumprimento. Exemplo: a promessa de crianças que não viveriam poucos dias na Nova Terra (Isaías 65:20). Isso era condicional à resposta de Israel aos apelos de Deus. Sendo que eles continuaram a se rebelar, as promessas feitas a eles, referentes especialmente à Nova Terra, não aconteceram.

Profecias incondicionais são aquelas que não dependem da resposta humana para o seu cumprimento. A Volta de Jesus é uma delas. Ele virá, mesmo que o ser humano não queira.

Os que confiam nos relatos bíblicos de profecias não cumpridas não terão dificuldades para compreender a declaração feita por Ellen em 1856. Sua profecia também era do tipo condicional. Além disso, em 1901, ela afirmou: “Talvez tenhamos de permanecer muitos anos mais neste mundo por causa de insubordinação, como aconteceu com os filhos de Israel; mas, por amor de Cristo, Seu povo não deve acrescentar pecado a pecado, responsabilizando a Deus pela conseqüência de seu procedimento errado” – Evangelismo, pág. 696

Quem Foi Ellen White?



Ellen Gould White (1827-1915) foi uma cristã americana, profetisa e escritora cujo ministério foi fundamental para fundação do movimento Adventista sabatista, que mais tarde veio a formar a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Os adeptos do Adventismo consideram Ellen G. White uma profetisa contemporânea, embora ela mesma nunca tenha reivindicado para si esse título. Os adventistas acreditam que Ellen White teve o Dom de Profecia, como descritos em Apocalipse 12:17 e 19:10. A base dessa crença está no fato do Novo Testamento apontar que nos últimos dias os cristãos teriam novamente o dom de profecia para orientar a igreja.
Os escritos de Ellen White são restauracionista e se esforçam para mostrar a mão de Deus guiando os cristãos ao longo da história. Nos livros dela, fica evidente que existe um conflito cósmico sendo travado na terra entre o bem (Deus) e o mal (Satanás). Esse conflito é conhecido como a “a grande controvérsia” e foi fundamental para o desenvolvimento da teologia adventista.
Ellen White, que também é conhecida como irmã White pelos adventistas, foi uma das líderes que fundaram o movimento adventista do sétimo dia, ao lado do seu marido, Tiago White e de um amigo do casal: José Bates.
A Sra. White foi uma figura controversa em seu tempo, gerando ainda hoje muitas discursões, especilamente entre outros grupos cristãos, assim como de pessoas de outras religiões. Ellen afirmou ter recebido uma visão logo após o Grande Desapontamento Milerita. Num contexto onde muitas outras pessoas alegavam também ter recebidos visões, ela era conhecida por sua convicção e fé fervorosa. Randall Balmer, a descreveu como "uma das figuras mais vibrantes e fascinantes da história da religião americana." Já Walter Martin afirmou que ela era "uma das personagens mais fascinantes e controversas do seu tempo a aparecer no horizonte da história religiosa." Ellen White é a autora feminina mais traduzida de não-ficção na história da literatura, bem como o mais traduzido autor de não-ficção americana de ambos os sexos. Seus escritos tratam de teologia, evangelização, vida cristã, educação e saúde (ela foi uma defensora do vegetarianismo). Ellen também promoveu a criação de escolas e centros médicos.
Durante sua vida, ela escreveu mais de 5 mil artigos e 40 livros. Hoje em dia, graças as compilações feitas de seus manuscritos, mais de 100 títulos estão disponíveis em Inglês e 52 em português. Alguns de seus livros mais populares são Caminho a Cristo, O Desejado de Todas as Nações e O Grande Conflito.

 
© 2007 Template feito por Templates para Voc�