quinta-feira, 21 de abril de 2011

A Síndrome do Centavo

"Davi disse a Saul: Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele; teu servo irá, e pelejará contra este filisteu. Porém Saul disse a Davi: Contra este filisteu não poderás ir para pelejar com ele; pois tu ainda és moço, e ele homem de guerra desde a sua mocidade. Então disse Davi a Saul: Teu servo apascentava as ovelhas de seu pai; e quando vinha um leão e um urso, e tomava uma ovelha do rebanho, Eu saia após ele e o feria, e livrava-a da sua boca; e, quando ele se levantava contra mim, lançava-lhe mão da barba, e o feria e o matava. Assim feria o teu servo o leão, como o urso; assim será este incircunciso filisteu como um deles; porquanto afrontou os exércitos do Deus vivo. Disse mais Davi: O SENHOR me livrou das garras do leão, e das do urso; ele me livrará da mão deste filisteu. Então disse Saul a Davi: Vai, e o SENHOR seja contigo." (I Samuel 17:32-37)


A moeda de um centavo é conhecida como a moeda mais desprezada do Brasil. Muitas pessoas nem se importam em ajuntar uma moeda de um centavo quando a vêem caída no chão. Mas algumas instituições de caridade perceberam que tais moedas juntas somam-se em quantias expressivas e que as crianças são generosas doadoras. Como um dos participantes disse: “Pequenas contribuições fazem uma grande diferença”.


A Bíblia, ao relatar sobre Davi e Golias, descreve uma pessoa aparentemente insignificante cuja confiança em Deus era maior que qualquer um dos poderosos ao seu redor. Quando Davi voluntariou-se para enfrentar o gigante Golias, o rei Saul disse: “… Contra o filisteu não poderás ir para pelejar com ele…” (1 Samuel 17:33). Mas Davi tinha fé no Senhor que o havia liberado no passado (1 Samuel 17:37).


Davi não sofria da “síndrome do centavo” – sentimento de inferioridade e impotência diante de um problema esmagador. Se ele tivesse dado ouvidos ao pessimismo de Saul ou às ameaças de Golias, nada teria feito. Mas ele agiu com coragem porque confiava em Deus.


É fácil nos sentirmos como uma moeda num déficit de três trilhões de reais. Mas quando obedecemos ao Senhor em todas as circunstâncias, tudo conta. Coletivamente, nossos atos de fé, pequenos ou grandes, fazem grande diferença. E cada centavo conta.


Pensamento: Quando a fé vai à frente, a canoagem a acompanha.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Acordemos... Já É Tarde!


"Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus" (Amós 4:12)

Conta-se a história de um velho fazendeiro cujo relógio carrilhão, herdado do avô, ficou maluco e, certo dia, bateu quatorze vezes à meia-noite. Ele deu um salto da cama e disse: "Acorde Nely, é mais tarde do que qualquer tempo anterior!" Podemos dizer, com segurança, que é mais tarde do que podemos imaginar. Estamos vivendo os últimos momentos dos últimos tempos.

E se estamos vivendo os tempos finais, que temos feito para nos preparar para o grande dia em que estaremos diante de Deus? Temos procurado colocar nossas vidas diante do Senhor, obedecendo à Sua Palavra, deixando que Ele guie nossos passos e nos conduza pelo caminho da salvação ou nos mostramos indiferentes, descuidados, alheios a tudo que é espiritual?

A igreja de Cristo -- nós -- precisa cumprir o seu papel no mundo em que vive. Fomos chamados para brilhar e iluminar os ambientes; fomos convocados para anunciar o Evangelho; fomos separados para mostrar aos perdidos o caminho dos Céus; fomos enviados para motivar os pecadores a buscar uma vida de santidade.

Os tempos estão se findando. Não podemos ignorar essa realidade. Os sinais bíblicos estão se cumprindo e, se desejamos viver para sempre com Deus, precisamos estar preparados para isso. Se almejamos que todos estejam preparados, precisamos preparar-nos primeiro. Como proclamar uma experiência que não temos? Como estimular alguém se não estamos estimulados? Como falar de salvação se não temos a certeza de estarmos salvos?

É hora de todos acordarem. Nós, cristãos, devemos estar acordados. Já é bem tarde!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Restaurando os que Caíram

Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Gálatas 6:1


Uma das mais bonitas modalidades dos jogos de inverno é a patinação artística. Na apresentação, é de tirar o fôlego o salto com vários giros no ar e a aterrissagem. Mas já assisti algumas vezes, quase no fim da demonstração, o salto e... a queda. O que era para terminar em pé, de braços abertos numa demonstração de “fiz tudo direitinho”, não se concretiza.


Os resultados de uma queda não são nada agradáveis, e nada é tão frustrante como cair diante dos outros. Cair sozinho, você disfarça, sacode a poeira e segue caminho. Mas, quando outros nos veem cair, é humilhante.


Como a igreja, como família e comunidade dirigida pelo Espírito, deve tratar aqueles que estiveram ao nosso lado, participaram no mesmo coral, ajudaram no mesmo projeto, e foram afastados de nosso convívio por causa de uma queda?


O mesmo texto em diferentes versões descreve um leque de atitudes positivas em relação àquele que caiu:

“Colocá-lo em pé muito gentilmente” (New English Bible). Quando alguém cai, sua primeira necessidade é se levantar sem ser lembrado de que caiu. “Colocá-lo silenciosamente de volta no caminho, sem nenhum sentimento de superioridade” (Phillips). Não é hora de querer dar uma lição, nem de se mostrar mais santo do que ele. “Deve ser auxiliado a corrigir-se, restaurar-se e reintegrar-se sem nenhuma demonstração de superioridade e com toda gentileza” (Versão Amplificada). Restaurar quer dizer “colocar de volta onde estava”. Tem a mesma conotação de colocar um osso deslocado no lugar.


“Restaurá-lo magnanimamente, ficando com você os comentários críticos” (The Message). Mostrar tato e simpatia, selecionando cuidadosamente as palavras, e persuadir a pessoa para que volte ao caminho.


Somos aqueles que estendem a mão e ajudam a limpar as feridas? Colocamos uma tala ou curativo e dizemos: “Vamos tentar de novo”? Depois do escorregão, oferecemos o ombro para ajudar o outro a se levantar?


Aquele que é poderoso para nos guardar de tropeçar e cair está nos convidando hoje para receber Sua graça e restaurar os caídos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Grandes Maravilhas


Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã fará o SENHOR maravilhas no meio de vós" (Josué 3:5)

Há muitos anos atrás, em uma visita humanitária, o missionário Dan Crawford, junto com seus companheiros na África, se viram bloqueados por uma enchente que fez aumentar o volume de água de um rio que precisavam atravessar. A única coisa que podiam fazer, diante daquele obstáculo, era orar -- e eles oraram! Quando terminaram suas orações, uma grande árvore tombou sobre o rio formando uma ponte! Com um grito de puro júbilo, eles seguiram adiante e cumpriram a missão que Deus lhes havia confiado. (Gary Bowell)

Por que não vemos mais os grandes milagres acontecerem? Por que não vemos as grandes maravilhas que tanto esperamos do Senhor? Por que as nossas orações não produzem mais os grandes efeitos do passado?

O Senhor é o mesmo; Seu poder é o mesmo; Seu desejo de abençoar é o mesmo... Mas, nós não somos mais como os homens do passado! A nossa fé é vacilante, nossa esperança é frágil, nosso amor ao Senhor é insignificante, nossa determinação espiritual é quase nula. Buscamos ao Senhor por interesse, oramos por mera rotina, vamos aos cultos quando nada temos de melhor a fazer. O poder da igreja é fraco porque não confiamos verdadeiramente no Senhor.

Josué conclamou o povo a se santificar. E o povo obedeceu! Hoje somos convocados para buscar a Deus, para manter o coração puro, para glorificar ao Senhor em tudo que fazemos, porém, quase sempre nos mantemos indiferentes a qualquer convocação.

Queremos ver as maravilhas; queremos ver os milagres; queremos ganhar muito dinheiro; queremos conquistar o mundo, mas, não queremos nos submeter à vontade do nosso Deus e nem abrir mão de nossos próprios prazeres materiais.

As grandes maravilhas são conseguidas com santidade. Os grandes milagres são obtidos com obediência e fé. Uma vida abençoada é fruto de uma plena comunhão com o Senhor Jesus Cristo.

Você quer ver Deus agindo em sua vida? Siga o conselho de Josué!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ellen White ensinou que é pecado ser doente?

A citação (isolada pelos críticos) em que Ellen White afirma isso se encontra em Conselhos Sobre Saúde, p. 37: “É pecado ser doente, pois toda doença é resultado de transgressão”.

Ellen White ensinou o mesmo que Jesus. Ele relacionou a doença ao pecado, em João 5:14: “Mais tarde, Jesus o encontrou no templo [depois de tê-lo curado] e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior.” Os críticos terão a audácia de dizer que Cristo estava errado?

Para uma pessoa que sabe ser a doença o resultado da transgressão das leis da natureza, essa afirmação de Ellen White está corretíssima. Sendo que “pecado é a transgressão da lei” de acordo com 1 João 3:4 (até das leis da natureza), é claro que ficar doente se constitui num pecado.

Sendo o corpo sagrado para Deus (1Co 3:16, 17; 6:19, 20), qualquer abuso cometido contra ele – e que lhe cause doenças e sofrimento – é pecado. Se a doença não for pecado, o que ela é, então? Que os críticos dêem uma definição melhor para a doença, “desvinculando-a” do pecado.

A questão é: deveríamos nos atormentarmos com a culpa (por pecar) sempre que ficamos doentes? Não é isso o que Ellen White disse. Apresentarei toda a citação para que o leitor veja se há razão para condenar a escritora pelo que ela afirmou no Conselhos Sobre Saúde:

“É pecado ser doente, pois toda a doença é resultado de transgressão. Muitos sofrem em conseqüência da transgressão de seus pais. Estes não podem ser censurados pelo pecado de seus pais; não obstante, é seu dever, indagar em que seus pais violaram as leis do seu ser, que trouxeram sobre seus descendentes tão desditosa herança; e naquilo em que os hábitos de seus pais foram errados, devem eles mudar de procedimento, e guiar-se por hábitos corretos, em melhor relação para com a saúde.”

Ela afirma que, mesmo sendo pecado ser doente, os “muitos que sofrem em consequência da transgressão de seus pais não podem ser censurados pelo pecado de seus pais”. Aqui ela se refere às doenças hereditárias e aconselha a todo doente a descobrir no que seus pais erraram (em nível de comportamento errado que trouxe doença), a fim de que não cometa os mesmos erros contras as leis naturais que regem o corpo.

“Interessante” é que os acusadores não se preocuparam em ver a mensagem central do Conselhos Sobre Saúde e se apegaram a um texto isolado de maneira pretensiosa. Se você ler a página 29, por exemplo, verá que, mesmo sendo pecado ficar doente, há solução para todo pecador:

“Quando o evangelho é recebido em sua pureza e poder, é uma cura para as doenças originadas pelo pecado. O Sol da Justiça ergue-Se trazendo “cura nas Suas asas”. Mal. 4:2. Todos os recursos do mundo não podem curar um coração quebrantado, nem comunicar paz de espírito, nem remover o cuidado, nem banir a enfermidade. A fama, o engenho, o talento – são todos impotentes para alegrar um coração dolorido ou restaurar uma vida arruinada. A vida de Deus na alma, eis a única esperança do homem.”

Ela apresenta o evangelho como fonte de cura “para as doenças originadas pelo pecado”. Entre os inúmeros conselhos que ela dá sobre a saúde, sempre o poder de Deus é apresentado como o remédio para nossas enfermidades. Por que os acusadores não se detêm a esse ponto?

Finalizo com uma pergunta aos críticos:

Ficar doente é “o resultado da graça de Deus” ou resultado do pecarmos contra as leis naturais? Com base em sua resposta, releia agora tal citação de Ellen White e verá que não há motivos para alarme.

Mulheres herdam a cintura fina das mães?

Entre as declarações de Ellen White consideradas “descabidas” está aquela em que a autora “afirma” terem algumas mulheres herdado cintura fina das mães. Transcreverei toda a citação para você perceber que alguns “antiwhiteanos” têm problemas com a leitura:

“Ao amarrar o corpo, os órgãos internos das mulheres são comprimidos fora de suas posições. É raro encontrar uma mulher que esteja completamente saudável. A maioria delas têm várias doenças. Muitas têm enfrentado problemas de fraqueza e tem tido muita dor. Estas mulheres vestidas elegantemente não podem transmitir boa constituição para seus filhos. Algumas mulheres têm naturalmente cinturas pequenas. Mas ao invés de se considerar tais formas como bonitas, elas devem ser vistas como defeituosas. Estas “cinturas de vespa” podem ter sido transmitidas a elas por suas mães, como resultado de sua indulgência na prática corrompida do uso de espartilho, e em conseqüência de respiração imperfeita. As pobres crianças nascidas destas miseráveis escravas da moda têm diminuída a sua vitalidade, e estão predispostas a contrair doenças. As impurezas retidas no organismo em conseqüência da respiração imperfeita são transmitidas para sua descendência” (Review and Herald, 31 de outubro de 1871).

A autora está sendo contra o uso de espartilhos que, naquela época, comprimiam os órgãos vitais, trazendo assim doenças.

Perceba que ela não faz uma revelação profética ou afirmação categórica de que todas as mulheres tenham herdado uma cintura fina por causa do erro das mães em usar espartilhos.

Ela afirma que as “cinturas de vespa” podem ter sido transmitidas. Faz uma declaração cautelosa sem caráter profético e emite uma opinião pessoal que nem ela mesma julga como sendo uma verdade incontestável!

O mais importante no trecho são os princípios de saúde ensinados. Ela mostra que aquilo que se veste poderá influenciar sobremaneira na no bem-estar da pessoa.

Os críticos têm prazer em ler nos escritos de Ellen White aquilo que não existe. Deus lhes pedirá contas.

terça-feira, 29 de março de 2011

Ellen White ensinou a deixar as crianças sem comer?

Esse suposto “mau conselho” dado por ela se encontra no livro Temperança, p. 158:

“Eu recomendaria deixá-los [os filhos] sem comida pelo menos por três dias, até que sintam fome bastante para tomar o alimento saudável”.

Ellen White foi mãe de quatro filhos e, por experiência, sabia como educar o paladar das crianças para que elas comessem coisas mais saudáveis.

A citação está no contexto em que ela aborda a ignorância de muitas mães quanto ao cozinhar, e os efeitos que isso causa na saúde dos filhos. Veja:

“Nem a metade das mães sabem cozinhar ou o que pôr diante de seus filhos.”

Em seguida, ela afirma que essas mães negligentes “colocam perante seus filhinhos nervosos essas indigestas substâncias que ardem na garganta e por todo o caminho abaixo até às delicadas membranas do estômago, tornando-o como fogueira a arder, de modo que não reconhece a comida saudável”.

Por causa dessa alimentação inadequada, “os pequeninos chegam à mesa, e não podem comer isto, ou aquilo. Tomam controle e comem justamente o que querem, seja ou não para benefício seu”.

Se algo urgente não for feito, os filhos com o paladar pervertido só comerão “besteiras”, comprometendo assim a saúde e a vida! Nesse contexto é que Ellen White recomenda deixar as crianças ficarem com fome “até que sintam fome bastante para tomar o alimento saudável”.

Caso isso levasse três dias (com certeza Ellen White sabia que, em muitos casos, um dia já seria suficiente), era melhor ficar um tempo com fome do que comer aquilo que mal trata o organismo e afeta até mesmo o comportamento. É claro que nesse período de três dias as crianças estariam bebendo algo (água e suco) e comeriam nem que fosse um pouquinho do alimento saudável. Elas não iriam morrer de fome por isso.

O princípio exposto por ela no parágrafo é o de reeducar o apetite dos filhos para que eles aprendam a viver de maneira saudável, com qualidade de vida. Ela também mostra na mesma página que “não devemos condescender com o apetite das crianças, apresentando-lhes essas comidas indigestas”. Nada mais.

Isso não mata ninguém, pelo contrário: reeducar o gosto pelos alimentos diminui o risco de doenças, aumenta o tempo de vida e a utilidade na sociedade.

Ellen White foi uma falsa profetisa ou os que a acusam é quem são falsos?

Recebi uma série de textos de Ellen White que foram distorcidos (por maldade ou ignorância) com o objetivo de desmerecê-la como profetisa.

É compreensível que uma pessoa não creia que ela recebeu o dom profético, pois, isso é algo para ser experimentado individualmente por aqueles que têm acesso aos escritos dela e os leem com o objetivo (sincero) de descobrir a beleza da Pessoa de Jesus.

Porém, atrapalhar os outros que acreditam ter ela recebido de Deus a tarefa de exaltar a Bíblia e a Pessoa do Salvador, é uma atitude maldosa que em nada contribui para a edificação espiritual dos outros.

Os debates que tenho tido com indivíduos que não aceitam o dom profético na pessoa de Ellen G. White fizeram-me concluir que há entre os questionadores pessoas sinceras, que estão em busca da verdade e que precisam ser tratadas como a própria Ellen White recomendas no livro Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, p. 328:

“Essas pessoas não devem ser privadas dos benefícios e privilégios da igreja, se no demais sua conduta cristã é correta e têm um bom caráter cristão…

“Alguns, foi-me mostrado, poderiam receber as visões publicadas, julgando a árvore pelos seus frutos. Outros são como o duvidoso Tomé; não podem crer nos Testemunhos publicados, nem receber evidências através do testemunho de outros, mas precisam ver e ter evidências por si mesmos. Estes não devem por isso ser postos de lado, mas deve ser exercida para com eles longa paciência e amor fraternal até que tomem posição e assumam opinião definida contra ou a favor.”

Porém, há os ignorantes que distorcem aquilo que não conhecessem (o pior é que acham que conhecem!) e que na verdade não têm o objetivo de apresentar a verdade dos fatos. Muitos deles até acreditariam nas mensagens de Ellen White se ela não reprovasse o estilo de vida deles

Pretendo apresentar a você uma série de respostas que mostram algumas das declarações da escritora no verdadeiro contexto em que elas as escreveu. Nos próximos dias separarei um tempo para demonstrar que os críticos de Ellen White estão “mais por fora que arco de barril”, e espero que eles sejam honestos consigo mesmos após leitura atenta e pesquisa imparcial.

Que eles parem de usar o procedimento desonesto chamado “elipse” para colocar na boca de Ellen White aquilo que ela jamais disse. Que eles extraiam dos escritos dela os princípios fundamentais para uma vida espiritual saudável. E, que deixem de difamá-la, pois, “… o que difama é insensato.” (Pv 10:18).

Ellen White afirmou que a Inglaterra declararia guerra contra os EUA.

Essa distorção é feita através da citação do livro Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, p. 259:

“Quando a Inglaterra declarar guerra, todas as nações terão interesses próprios a atender, haverá guerra e confusão totais”.

O argumento é: sendo que não há qualquer registro histórico de que isso tenha acontecido, isso prova que Ellen White falhou.

Porém, quando lemos toda a citação, percebemos que ela não tem caráter preditivo e sim condicional. Preste atenção especialmente nas frases em negrito:

A Inglaterra está estudando se é melhor tirar proveito da presente condição, guerreando contra ele… Teme que, se ela iniciar guerra do Exterior… mas, se a Inglaterra pensar que isso valerá a pena, não vacilará um momento para aumentar as chances de exercer o poder e humilhar nosso país…”.

Que em seu comentário pessoal Ellen White mostra apenas a hipótese de haver uma guerra entre os dois países, fica claro quando lemos toda a citação, especialmente as frases em que ela apresenta condições para que a batalha entre Inglaterra e EUA aconteça. Analisemos duas frases apenas:

“A Inglaterra está estudando SE é melhor tirar proveito…” – Perceba que os ingleses estavam analisando para ver se era melhor tirar proveito.

SE a Inglaterra pensar que isso valerá a pena…” – Veja a condicionalidade: SE a Inglaterra pensar….

É depois dessas afirmações condicionais é que ela escreveu: “Quando a Inglaterra declarar guerra…”. Por isso, na construção frasal do trecho, “Se” e “Quando” são sinônimos e apresentam apenas uma possibilidade de conflito.

Reunindo todas as informações que estão na página 259, a citação pode ser perfeitamente compreendida da seguinte maneira:

“A Inglaterra está estudando para ver se é melhor tirar proveito… Se a Inglaterra pensar que isso valerá a pena, chegará o momento em que ela declarará guerra [contra os EUA]”

Os críticos deveriam ler toda a citação em seu contexto e perceber seu caráter condicional, para não saírem por aí escrevendo um monte de bobagens…

A análise desse texto descontextualizado e dos demais que futuramente serão abordados aqui no blog, nos leva a concluir que falsos são os críticos de Ellen White e não ela!

Ellen White ensinou que o uso de perucas faz mal à saúde?

Ellen White escreveu que as perucas, “cobrindo a base do cérebro, aquecem e estimulam os nervos espinhais que se centralizam no cérebro”.

Porém, a qual tipo de peruca ela se referia? Com certeza, não eram as modernas perucas de nossos dias!

Se os críticos fossem mais honestos (não me refiro a todos) teriam considerado todas as declarações dela sobre o assunto, existentes em outras edições do The Health Reformer (não apenas a edição de outubro de 1871, onde se encontra o conselho da profetisa).

Ellen White está falando de um produto muito diferente de nossos dias. Quando se analisa o The Health Reformer de julho de 1867, percebe-se que ela trata de perucas que eram “ramalhetes monstruosos de cabelos encaracolados, algodão, plantas marinhas, lã, barba-de-velho, e outras numerosas abominações”.

Quem usava esse tipo de peruca sentia um forte calor na parte posterior da cabeça e um grande incômodo durante o momento em que permanecia com ela.

Há outro artigo do The Health Reformer que os acusadores deveriam considerar (janeiro de 1871). Nele encontramos a informação sobre as “perucas de juta”, que eram feitas com cascas da árvore e que estavam infestadas de percevejos que se enterravam no couro cabeludo! Imagine se uma peruca dessas iria fazer bem à saúde!

Seria correto julgar o que a autora escreveu sobre as perucas do século 18, tendo como base o nosso século? Reflita nisso, sincero leitor.

sábado, 26 de março de 2011

Tsunami e o Alerta Espiritual

(adaptado do texto de autor desconhecido)

"... Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?" (Salmos 42:1-2)

Recentemente, a humanidade presenciou perplexa uma das maiores fúrias da natureza que, em minutos, ceifou milhares de vidas humanas. Na ilha de Sumatra, na Indonésia, um terremoto seguido de maremoto, fez surgir na costa asiática ondas gigantes, conhecidas como tsunami. O monstro impiedoso e insensível, que não cogitou a idade, o sexo, a nacionalidade, a posição social e os projetos de vida de suas vítimas, agiu de forma cruel. Sem aviso.

Há muito a falar sobre o assunto. Ressaltaremos, entretanto, apenas dois fatos que nos chamaram a atenção. Primeiro, por não haver um sistema de alerta adequado, como, por exemplo, sismógrafos, que pudesse ter alertado as pessoas a saírem do raio de ação do tsunami, milhares morreram sem chances de reação. Segundo os que perceberam o inexplicável desespero de elefantes, que instintivamente fugiam para os lugares mais altos e distantes das praias, ganharam, como recompensa, suas próprias vidas. Queremos ponderar sobre esses dois fatos e extrair algumas lições.

Os homens julgam não ser lucrativo investir em países pobres, implantando neles tecnologia que produza informações que ajudem as pessoas a se anteciparem às catástrofes como a que vimos. Deus, entretanto, por amar a humanidade e considerá-la preciosa para Si, já estabeleceu Seu próprio sistema de aviso.

O propósito para o qual o homem foi criado e os detalhes dos fatos que antecederão a segunda vinda de Cristo, já nos foram plenamente antecipados. Ele quer preencher o homem com Sua própria vida e pretende voltar para estabelecer Seu reino, inicialmente por mil anos nos Céus, depois, por toda a eternidade na Terra. Sua vinda está muito próxima. Para alguns, ela será fonte de grande regozijo, mas para outros, será como um tsunami sem precedentes.

Felizmente, Deus tem espalhado "sismógrafos espirituais" em todos os lugares e em todas as épocas. Na verdade, depois da criação, Ele nunca deixou de compartilhar com o homem os detalhes de Seus projetos (Am 3:7).

O próprio Senhor Jesus, ao ser questionado dos acontecimentos que antecederiam Sua volta, afirmou que ela não viria sem que primeiro viessem impostores afirmando ser Cristo e ocorressem guerras e rumores de guerras, lutas entre as nações, fome, terremotos, a morte de discípulos, o esfriamento do amor de quase todos e a pregação do evangelho do reino em todo o mundo (Mateus 24:3-14).

De fato, as nações se organizam para o surgimento do anticristo, a moral do homem se degrada diariamente, a natureza se enfurece em catástrofes, os homens se odeiam cada vez mais, e Deus é banido das vidas daqueles que Ele criou. Esses são sinais tão claros que é impossível negar que já não os vimos. O que você agora está lendo, não é um mero artigo cristão, mas um seguro "sismógrafo" a indicar a proximidade do fim.

Se os sinais externos já nos são convincentes, que diremos do alerta de Deus a pulsar em nosso interior? Como os elefantes da Indonésia, que ouviram a voz de seus instintos, estamos também a todo tempo, ouvindo a voz silenciosa de Deus em nosso interior. Esse falar faz-nos sentir que nossa vida, apesar de repleta de atividades, não possui satisfação e descanso.

Embora sejamos úteis às pessoas, ainda nos achamos tão imprestáveis. Estudamos, trabalhamos, realizamos algo e, no fim, parece que nada fizemos. Nos momentos em que nos aquietamos, a vontade que temos é de chorar, pois não sabemos explicar a dor interior que sentimos. Que inquietação é esta em nosso interior? A resposta é simples: Deus está reclamando Seu legítimo lugar no mais profundo de nosso ser. Possuímos uma sede que só Ele pode saciar (Salmos 42:1,2).

Você está atento aos fatos que informam a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo? Tem sentido carência de vida em seu interior? Qual tem sido sua reação diante dos sinais exteriores e interiores que Deus já lhe concedeu?

Sugerimos a leitura dos textos bíblicos a seguir: Lucas 13:1-5; Mateus 24:3-14,27,28,32-44; 1Coríntios 15:15-22; 1Ts 5:1-3; 2Ts 2:1-12; 2Timóteo 3:1-9.

Que Deus nos abençoe a todos, neste tempo, enquanto há tempo.

REFLEXÃO: "Buscai ao SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto" (Isaías 5:6)

 
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