quinta-feira, 8 de março de 2012

Oração fervorosa


Confiai nEle, ó povo, em todos os tempos; derramai perante Ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio. Salmos 62:8.

A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Os olhos da fé discernirão a Deus muito próximo, e o suplicante pode obter preciosa evidência do divino amor e cuidado por ele. Mas por que será que tantas orações nunca são atendidas? … O Senhor nos dá a promessa: “Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração.” Jeremias 29:13. Refere-Se Ele, ainda, a alguns que “não clamaram a Mim com seu coração”. Oséias 7:14. Tais petições são orações formais, tão-somente serviço de lábios, que o Senhor não aceita.

Há necessidade de oração — oração totalmente sincera, fervorosa, agonizante — oração como a que Davi fez quando exclamou: “Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por Ti, ó Deus!” Salmos 42:1. “Eis que tenho desejado os Teus preceitos.” Salmos 119:40. “Tenho desejado a Tua salvação.” Salmos 119:174. “A minha alma está anelante e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo.” Salmos 84:2. “A minha alma está quebrantada de desejar os Teus juízos em todo o tempo.” Salmos 119:20. Esse é o espírito da oração porfiada, espírito possuído pelo real salmista.

De Cristo é dito: “Posto em agonia, orava mais intensamente.” Lucas 22:44. Em que contraste com essa intercessão feita pela Majestade do Céu se acham as orações débeis, sem coração, que são feitas a Deus! Muitos se satisfazem com o culto dos lábios, e poucos têm um sincero, fervoroso e afetuoso desejo de Deus.

A comunhão com Deus comunica à alma um íntimo conhecimento de Sua vontade. … A verdadeira oração ocupa as energias da mente e afeta a vida. Aquele que assim desabafa suas necessidades perante Deus, sente o vazio de tudo o mais, debaixo do céu. “Diante de Ti está todo o meu desejo, e o meu gemido não Te é oculto”, disse Davi. Salmos 38:9. “Minha alma tem sede de Deus. … Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma.” Salmos 42:2, 4.

Vossas orações podem subir com uma insistência que não aceite a negação. Isso é fé.

Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, pág 71.

Prazo de validade no casamento?


Uma deputada da Alemanha propôs uma lei segundo a qual casamentos valeriam por apenas sete anos e teriam que ser renovados depois desse período. O argumento da deputada é de que “vários casais só continuam juntos porque têm medo da separação”. Ela defende a idéia de que os casais deveriam ficar juntos por amor e não por comodidade ou interesse. Será que ela tem razão? A separação seria mesmo o melhor remédio para quando o amor acaba?

Acho que sete anos para quem não ama mais é muito tempo. Você já imaginou ter que conviver sete anos com alguém de quem você não gosta? Ainda mais em um mundo humanista como o nosso, em que o eu é divinizado, e no qual as pessoas só fazem o que gostam, se gostam e quando gostam? E por que sete? Por ser o numero da perfeição?

Em uma coisa ela tem razão. Alguns casais só ficam juntos mesmo em razão do medo da separação. Outros têm medo da sogra… Outros, ainda, continuam a péssima relação por causa dos filhos, ou, como no caso dos Clinton, em razão de interesses políticos ou financeiros. A deputada está certa quando diz que casais deveriam ficar juntos por amor e não por comodidade ou interesse. Mas quando a deputada propõe um prazo de validade para uma relação estremecida, é bem razoável supor que ela esteja participando de um dos enganos mais comuns sobre este assunto: a suposição de que possa haver amor sem compromisso.

Como se sabe, o sucesso de um casamento depende em grande parte de algo que acontece bem antes dele – o namoro. Bons casamentos surgem de namoros bem-sucedidos, e vice-versa. Talvez a principal razão pela qual o casamento esteja experimentando uma falência tão acentuada sejam os namoros mal conduzidos. Existe por aí uma idéia de que um dos ingredientes principais do namoro devem ser os beijos, abraços e outras “cositas más”, e o resultado é que, de tanto abraçar e beijar e de manter relação sexual, o casal acaba conhecendo muito do corpo do outro, e pouco das idéias, valores, hábitos e caráter da outra pessoa. É que essas coisas a gente só descobre conversando. E quem é que vai querer conversar quando até uma propaganda de televisão há pouco tempo sugeria: “Pega logo”, ou seja, vá direto ao que interessa: sexo! Beijos, abraços e sexo produzem um prazer tão deslumbrante que pouca gente vai querer ficar perdendo tempo com conversa.

Sexo e contato físico intimo não fazem parte do plano de Deus para o namoro simplesmente porque vão prejudicar algo muito mais importante – o casamento. Nessa fase, o casal precisa desesperadamente de algo que, pelo menos aparentemente, pode ser meio sem graça: conversar. Quando um casal de namorados tem envolvimento físico intimo (mesmo quando não termina sempre em sexo), as emoções são tão fortes, ligam tanto um ao outro, que a Bíblia diz que se tornam “uma só carne”, pelo menos emocionalmente falando. É nesse ponto que as emoções assumem as rédeas da relação e a razão sai de cena. O arroubo das emoções causado pelo contato físico deixa a pessoa virtualmente despreparada para pensar e avaliar racionalmente a conveniência da relação, e então ela perde a cabeça, entrando num casamento que nunca deveria ter acontecido.

E se esse foi o seu caso, o que fazer? Deus considera o casamento algo tão sagrado, que juntamente com o ciclo semanal e o sábado, foi uma das poucas coisas que continuaram valendo para o ser humano mesmo depois da entrada do pecado no mundo. Deus sempre desejou que a continuidade do casamento dos cristãos, que aquele “até que a morte os separe”, fosse um modelo para o mundo, para os filhos deles e para as outras pessoas do tipo de relação que Ele quer ter conosco, que também somos pessoas defeituosas e sujeitas a errar. Apesar de sermos o que somos, Ele diz: “Nunca te deixarei; jamais te abandonarei.” Ele também diz: “Aquele que vem a Mim, jamais o lançarei fora.” O amor de Deus (assim como deveria ser o nosso) não se baseia apenas em sentimentos, mas em um princípio – e isso a deputada alemã certamente não sabe. Amor, como é ensinado pela Bíblia, não é um sentimento volúvel, que nos torna reféns dos desvarios de um coração inconstante e pecaminoso. Amor é uma decisão da vontade que é fortalecida diariamente pelo Espírito Santo.

É por isso que para amar a gente precisa de Deus. O amor não mora aqui em baixo, com os seres humanos. Amor é algo que a gente recebe de Deus para repartir com quem dorme na mesma cama, mora na mesma casa, trabalha ou habita na mesma cidade. E esse tipo de amor já não depende tanto de como a outra pessoa é ou o que ela faz ou deixa de fazer. É certo que existem casos em que a continuidade do casamento é quase impossível e seria mais prudente encerrar a relação, como acontece, por exemplo, quando o marido abusa sexualmente de uma filha. Mas mesmo se é necessária a separação, pode haver amor.

Em todo o caso, o amor passa a ser uma escolha de alguém que é livre para decidir e que resolve não estar sujeito às escolhas ou ações do outro. É livre para amar como Jesus, que decidiu amar mesmo àqueles que não O amavam e chegou ao ponto de morrer por eles, sendo mesmo morto por aqueles a quem amava.

Aqui neste mundo, neste contexto de pecado, não existe mesmo amor sem sofrimento, sem dor, sem negação do eu. E isso é cristianismo, e não humanismo. Quando Cristo vive em mim, vivo não mais eu. Mas Seu Espírito coloca dentro de mim o amor que não possuo. Por isso quem quiser experimentar as alegrias do amor, vai ter que eventualmente aprender com Deus a fazer como Ele, e suportar as dores do amor e amar talvez a quem eventualmente não mereça esse amor. Na Bíblia, para aqueles que aceitam a Deus como o Senhor de sua vida, o amor não é uma opção, mas um mandamento: “Um novo mandamento vos dou…” Para Deus, não amar é rebelião, deputada!

Mas ela quase tem razão. O casamento precisa mesmo ser renovado periodicamente. Mas não a cada sete anos – isso seria tempo demais. Ele precisa ser renovado toda manhã, quando cada um comparece sozinho à presença de Deus, pede e recebe a dose de amor daquele dia para partilhar com o cônjuge. Ele também é renovado quando a família toda comparece diariamente à presença de Deus, através do culto familiar e reconhece que depende dEle para continuarem juntos. Em famílias assim vai existir amor, perdão, bondade, fidelidade e compromisso. E isso pode acontecer com você!

Todos os pecados são iguais aos olhos de Deus?


Esse processo é geralmente composto pelos seguintes estágios: atenção, consideração, desejo, decisão, planejamento e ação. Uma vez que o grau de envolvimento nesse processo pode variar de intensidade, não podemos afirmar que o pecado de alguém que teve apenas um
desejo pecaminoso momentâneo, seja tão ofensivo a Deus como o pecado premeditado de Davi com Bate-Seba (ver 2Sm 11).

Que Deus não considera todos os pecados iguais é evidente também no fato de o próprio Deus haver prescrito diferentes sacrifícios no Antigo Testamento para a expiação dos diferentes pecados (ver Lv 1 a 7). Além disso, se todos os pecados fossem iguais, como querem alguns, por que deveriam os ímpios ser punidos no juízo final, “segundo as suas obras” (Ap 20:11-13)? Por que alguns haveriam de ser castigados, naquele juízo, “com muitos açoites” e outros com “poucos açoites” (Lc 12:47-48)? Se os pecados fossem iguais, não receberiam todos o mesmo castigo?

Mas a despeito dos pecados serem distintos entre si, todos eles refletem a mesma essência maligna da alienação de Deus. Isso significa que, por mais insignificante que determinado pecado possa parecer, ele é suficientemente ofensivo para excluir o pecador do reino de Deus.

Fonte: Alberto Timm, Sinais dos Tempos, março/abril de 2000. p. 21.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Suave comunhão com o Salvador


O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai e com Seu Filho Jesus Cristo. 1 João 1:3.

É privilégio nosso provar a doçura da comunhão com um Salvador crucificado e ressurgido. Mas para que isso se possa dar, o próprio eu tem de render-se a Deus. A condescendência consigo mesmo quer dizer que não se segue a Cristo, na abnegação e no levar a cruz. Quando o próprio eu luta pelo lugar mais elevado, as percepções espirituais tornam-se obscurecidas. Os olhos volvem-se de Cristo para o pobre quadro do próprio eu. Não podemos correr o risco de ficar separados de Cristo. Devemos continuar olhando para Jesus, autor e consumador de nossa fé.

É quando comungamos com Cristo que resplandece em nossa vida a santa e preciosa luz, até que todos os recantos estejam iluminados, e nos tornamos então luz brilhante no mundo, refletindo a outros a glória de Cristo. Devemos conservar Cristo diante de nós, como o exemplo da perfeição.

A comunhão com Deus é a vida da alma. Não é algo que saibamos interpretar, algo que possamos revestir de belas palavras, mas que não nos concede a genuína experiência que torna de valor real as nossas palavras. A comunhão com Deus confere-nos uma experiência diária que na verdade nos completa a alegria.

Os que têm essa união com Cristo, a manifestarão em espírito, palavra e ação. A profissão nada é, a não ser que manifeste bom fruto, na palavra e na ação. A união, a comunhão mútua dos irmãos e com Cristo — esse é o fruto produzido em cada ramo da videira viva. A vida purificada, renascida, tem um claro e distinto testemunho a apresentar.

Conhecer a Deus é, no sentido escriturístico do termo, ser um com Ele em coração e espírito, possuindo dEle um conhecimento experimental, mantendo reverente comunhão com Ele como Redentor que é. Unicamente mediante sincera obediência se pode alcançar essa comunhão.

Seguindo o exemplo de Cristo, de serviço abnegado; confiando, quais crianças pequenas, em Seus méritos, e obedecendo aos Seus mandamentos, receberemos a aprovação de Deus, Cristo habitará em nosso coração, e nossa influência será qual perfume a exalar a Sua justiça.

Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, pág 70.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Devemos orar somente a Deus o Pai, em nome de Cristo, ou podemos orar também ao próprio Cristo?


Cristo orava sempre e exclusivamente ao Seu Pai (Mt 11:25 e 26; 26:39, 42; Lc 23:34, 46; Jo 12:27 e 28; 17:1-26). Quando indagado por Seus discípulos a respeito de como deveriam orar, Ele os ensinou a também se dirigirem diretamente ao Pai (ver Lc 11:1-4; Mt 6:5-13). Mas, além disso, os discípulos foram instruídos a orarem ao Pai, em nome de Cristo. Em João 15:16 o próprio Cristo afirmou: “…a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em Meu nome, Ele vo-lo conceda.” E João 16:23 complementa essas palavras com a declaração: “Em verdade, em verdade vos digo, se pedirdes alguma coisa ao Pai, Ele vo-la concederá em Meu nome.”

Mas as orientações de que devemos nos dirigir ao Pai em nome de Cristo não excluem a possibilidade de também orarmos diretamente a Cristo. Em João 14:13 e 14 o próprio Cristo fala de “pedirdes em Meu nome” e de “Me pedirdes”. Assim, não é de se surpreender que Estêvão haja orado: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito!” (At 7:59), e que a última oração das Escrituras seja: “Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22:20). Mas essa possibilidade só é aceitável pelo fato de Cristo ser plenamente Deus e digno de adoração (Cl 2:9; Fp 2:10 e 11).

Fonte: Alberto Timm, Sinais dos Tempos, agosto de 1999, p. 29.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Perguntas Frequentes sobre os Dinossauros


1. Os dinossauros existiram? (1)

Sim. Cerca de 285 tipos (gêneros) são conhecidos (2), com tamanhos variando desde o de um peru até 30 metros ou mais de comprimento. Aproximadamente a metade é representada por um único exemplar, enquanto 10 deles correspondem a pelo menos 40 exemplares. A maior diversidade de dinossauros é encontrada na parte superior das rochas do Cretáceo (Maastricianas).

2. Foram encontradas pegadas de seres humanos junto a pegadas de dinossauros?

Não. Houve um anúncio de que tais pegadas foram encontradas juntas, no leito do rio Paluxy no Texas, mas esta afirmação foi abandonada por todos os criacionistas que têm treinamento científico. Aquelas pegadas de dinossauro são genuínas, mas as humanas não são (3).

3. Os cientistas crêem que as aves evoluíram dos dinossauros?

Sim, a maioria dos cientistas crê nisso. As aves parecem ser mais semelhantes a certos dinossauros do que a qualquer outro grupo de animais. Certos fósseis, tais como o Archaeopteryx, têm algumas características que são típicas de dinossauros e outras que são típicas de aves. Embora não se tenha encontrado nenhum dinossauro que possa ser considerado o real ancestral das aves, os cientistas já encontraram alguns fósseis que apresentam características de réptil e de ave (4). Alguns cientistas têm apresentado evidências de que as aves não podem ter evoluído a partir de dinossauros (5). Uns poucos cientistas têm proposto que as aves evoluíram de um grupo de répteis conhecidos como “tecodontes”, em vez de dinossauros (6).

Do ponto de vista criacionista, a presença de penas em um dinossauro não significa que as aves derivaram dos dinossauros. Todas as aves têm penas, porém isto não significa que todas as aves evoluíram a partir de um ancestral comum. Muitos grupos separados de aves e outros organismos com penas podem ter sido criados independentemente.

4. O que os dinossauros comiam?

Aparentemente, a maioria dos dinossauros era herbívora. Alguns podem ter-se alimentado de pequenos animais se estivessem disponíveis. Alguns comiam peixes, enquanto outros provavelmente comiam animais maiores, tais como outros dinossauros (7).

5. Os dinossauros tinham sangue quente?

Os cientistas não concordam quanto à resposta para esta pergunta. Os dinossauros provavelmente não tinham sangue quente como as aves e os mamíferos. Eles podem ter vivido em climas quentes e úmidos. Conseqüentemente não teriam dificuldade em se manter aquecidos. Os dinossauros maiores teriam conservado o calor mais eficientemente que os menores. O metabolismo deles pode ter sido mais rápido do que o dos répteis atuais (8).

6. Deus criou os dinossauros ou eles são o resultado do mal?

Deus criou toda a vida, incluindo os ancestrais dos dinossauros. Entretanto, não sabemos quanto os animais podem ter mudado após a criação. Não podemos identificar nenhum fóssil como sendo uma forma individual criada originalmente. Os únicos fósseis que temos são de animais que viveram mais de mil anos após a criação. Não sabemos como eram as formas originalmente criadas.

7. Havia algum dinossauro na arca?

Ninguém sabe a resposta a esta pergunta. Não há evidências de que tivessem estado na arca, e não há evidências de que existiram após o dilúvio. Tanto quanto podemos dizer, parece que eles foram destruídos durante o dilúvio. Houve relatos ocasionais de que supostos dinossauros viviam na Escócia, Zaire ou no oceano. Nenhum destes relatos foi confirmado e todos parecem ser falsos.

8. Que problemas não resolvidos sobre os dinossauros são de maior preocupação?

Como podemos explicar o que parece ser ninhos de ovos de dinossauro e filhotes em sedimentos que acreditamos terem sido provavelmente depositados pelo dilúvio? (9) Por que não encontramos fósseis de dinossauros misturados com fósseis de mamíferos que vivem hoje? Como pode ter o homem sobrevivido com tais poderosos animais ao seu lado?

Notas para as perguntas sobre dinossauros

1. Muitos livros já foram escritos sobre dinossauros. Alguns exemplos são listados a seguir. (a) Carpenter K. Currie P. J., 1990. “Dinosaur systematics”. Cambridge: Cambridge University Press; (b) Carpenter K., Hirsh K. F., Horner J. R.,. 1994. “Dinosaur eggs and babies”. Cambridge: Cambridge University Press; (c) Fastovsky D. E., Weishampel D. B. 1996. “The evolution and extinction of the dinosaurs”. Cambridge: Cambridge University Press (mais recente de todos listados aqui); (d) Lambert D. , and the Diagram Group. 1990. “The dinosaur data book”. NY: Avon Books (contém um interessante resumo da diversidade de dinossauros; a taxonomia necessita de revisão); (e) Lockley M., Hunt A. P. 1995. “Dinosaur tracks”. NY: Columbia University Press; (f) Weishampel D. B., Dodson P., Osmolska H., editors. 1990. “The dinosauria”. Berkeley: University of California Press (rico em informações).

2. Dodson P. 1990. “Counting dinosaurs: how many kinds were there?” Proceedings of the National Academy of Sciences (USA) 87:7608-7612.

3. Neufeld B. 1975. “Dinosaur tracks and giant men”. Origins 2:64-76.

4. Ver por exemplo: Fastovsky D. E., Weishampel D. B. 1996. “The evolution and extinction of the dinosaurs”. Cambridge: Cambridge University Press.

5. (a) Burke A. C., Feduccia A. 1997. “Developmental patterns and the identification of homologies in the avian hand”. Science 278:666-668; (b) Ruben J. A, et al. 1997. Lung structure and ventilation in theropod dinosaurs and early birds. Science 278:1267-1270.

6. (a) Martin L. D. 1991. “Mesozoic birds and the origin of birds”. In: Schultze H. P, Trueb L., editors. “Origins of the higher groups of tetrapods”. Ithaca and London: Comstock Publishing Associates, Cornell University Press, p 485-540; (b) Tarsitano S. 1991. Ibid, p 541-576.

7. Ver por exemplo: (a) Kennedy M. E., 1994. “Paleobiology of dinosaurs”. Geoscience Reports No. 17. Loma Linda, CA: Geoscience Research Institute, Loma Linda, CA.; (b) Lamert D., and the Diagram Group. 1990. “The dinosaur data book”. NY: Avon Books.

8. Ver: Ruben J. A., et al. 1996. “The metabolic status of some late Cretaceous dinosaurs”. Science 273:1204-1207.

9. Alguns destes depósitos foram transportados e não são ninhos verdadeiros. Ver: Kennedy, E. G. and Spencer L.. 1995. “An unusual occurrence of dinosaur eggshell fragments in a storm surge deposit”, Lamargue Group, Patagonia, Argentina. Geological Society of America, Abstracts with Programs, A-318.

Fonte: Sociedade Criacionista Brasileira

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Todas as doutrinas da Bíblia são importantes

O princípio de "Toda a Escritura" sempre foi o lema da Reforma Protestante do século 16. Parece que isso está se perdendo em nossos dias.

Estou fazendo (05/02/2012) um trabalho de Mestrado em que devo apresentar um mínimo de 10 páginas.

Como o requisito é uma resenha crítica do livro “O Santuário e as Três Mensagens Angélicas – Fatores Integrativos no Desenvolvimento das Doutrinas Adventistas”, que é a tese doutoral defendida pelo meu amigo e orientador Alberto R. Timm, gostaria de repartir com você um argumento de um pioneiro adventista transcrito nessa tese. Nele, o autor adventista R. F. Cottrell defende a doutrina da observância do sábado. Veja que interessante a análise feita por ele em 1854:

“[...] ninguém rejeitaria o santuário da Bíblia” se o lugar santíssimo “não contivesse a arca”; e “a arca não seria motivo de objeção, se não contivese as tábuas do concerto; e essas não seriam objetadas se tivessem apenas nove mandamentos” (Tim, O Santuário e as Três Mensagens Angélicas [Engenheiro Coelho, SP: Imprensa Universitária Adventista, 2002], p. 212).

Isso diz muita coisa, principalmente que a rejeição de uma doutrina leva à rejeição de outras. E isso, muitas vezes, por causa de nossas conveniências pecaminosas, o que levará o indivíduo ao desastre na vida espiritual (Tg 2:10-12; 2:26).

Alguns anos depois, em 1863, Cottrell afirmou: “[...] se o santuário [celestial – ver Hb 8:1, 2; 4:14-16] não pode ser destruído, o sábado não pode ser atingido”. E isso, apesar das objeções que tal doutrina bíblica tem recebido (Ver Gn 2:1-3; Ex 20:8-11; Mt 24:20; Mc 2:27, 28; At 16:13; Ap 14:6, 7 e 12).

De acordo com Cottrell, como os antinomistas (os que são contra a validade da Lei) não podem subir até o céu para destruir “o vedadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb 8:2), a doutrina do sábado, que relembra-nos do Deus Criador (Ex 20:8-11) e Salvador (Dt 5:12-15), permanecerá inabalável para sempre! (Is 66:22, 23).

Reflita com carinho nessas citações e veja se, no momento, não adota uma postura como essa, descrita acima na primeira citação, amigo(a) leitor(a).

Recomendo a leitura dessa obra do Dr. Timm, disponível para aquisição no site da Imprensa Universitária Adventista (Unaspress): http://unaspress.unasp-ec.com É um excelente material para sua biblioteca!

Nele você terá um conhecimento sólido do desenvolvimento das doutrinas distintivas adventistas e dos argumentos dos pioneiros para defender as verdades que ensinamos, centralizadas, claro, na Pessoa de Cristo. Afinal, “[...] ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo” (1Co 3:11. Veja também Ef 2:20).

Um abraço carinhoso!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O Salmo 118 e a “observância” do domingo

Você observa um dia de guarda por que "Assim pediu o Senhor" (Ex 20:8-11) ou por que "Assim disse seu líder religioso?"

“A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular. Isso vem do Senhor, e é algo maravilhoso para nós. Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia.” (Nova Versão Internacional, grifo acrescentado).

Há muito tempo vários defensores da observância do primeiro dia da semana têm forçado o Salmo 118:22-24 a dizer o que ele não quer.

Afirmam tais estudiosos que o “dia em que o Senhor agiu” é uma referência ao dia da ressurreição de Jesus (domingo) e que, portanto, o salmista estaria profetizando a mudança do dia de guarda.

Entretanto, é impossível imaginar que Davi estivesse fazendo uma profecia sobre algo contrário ao que Jesus mesmo disse em Mateus 5:17-19. O Salvador garantiu que Ele não veio para mudar a Lei, tornando assim o plano de salvação algo incoerente (por que pagar a dívida por nossa desobediência a uma Lei que pode ser mudada?)

Ele veio para cumprir a Lei (que nesse texto se refere aos escritos de Moisés) no sentido de dar a ela o seu verdadeiro significado e mostrar a amplitude espiritual dela. Esse é o significado do termo grego para “cumprir” (pleroo).

Além disso, é de estranhar que Davi, um observador do sábado, que até compôs o que conhecemos como Salmos Sabáticos (do número 92 a 100), tenha profetizado a mudança do dia de guarda.

Mais estranho ainda é ele não ter feito pelo menos um Salmo (ou hino) para “comemorar” a santidade do domingo! Não estou fazendo uso do chamado “argumento do silêncio”, mas, refletindo no comportamento do salmista diante do dia de guarda.

NÃO É SÓ ISSO

A seguir, apresentarei outras razões que nos levam a ter certeza de que o Salmo 118 não fala da observância do domingo. Elas foram extraídas do livro Respostas a Objeções, de Francis Nichol (Casa Publicadora Brasileira, 2004), p.p. 159-162:

1) Em nenhum lugar a Bíblia diz que Cristo tornou-se a “principal pedra angular” pelo ato de ressuscitar dos mortos;

2) O contexto de Colossenses 1:18 indica que, se algum ato está sendo focalizado, é a morte de Cristo, que ocorreu no sexto dia da semana (Nota: para serem mais coerentes com o próprio argumento em torno do Salmo 118, os observadores do domingo deveriam observar a sexta-feira);

3) É evidente que a declaração de Paulo em Efésios 1:22, a respeito da supremacia de Cristo sobre a igreja, não justifica a conclusão de que a aquisição de Sua supremacia ocorreu no domingo da ressurreição;

4) O grande plano da salvação depende de uma série de importantes eventos (não somente a ressurreição): a crucifixão e o segundo advento;

5) Um exame dos versos que precedem e seguem a passagem (Sl 118:22-24) revela que o salmista aqui está preocupado com o assunto amplo da salvação (e não com a observância do domingo). Assim diz o verso 21: “Render-te-ei graças porque me acudiste e foste a minha salvação”. Diz o verso 25: “Oh! Salva-nos, Senhor, nós te pedimos; oh! Senhor, concede-nos prosperidade!”. Compare o comentário de Pedro no Novo Testamento: “Este Jesus é a pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro” (At 4:11, 12).

6) De acordo com o apóstolo Paulo (2Co 6:2), o “dia da salvação”, do qual os profetas tinham escrito, era o “agora” (decidir-se pela salvação HOJE), quando ele estava escrevendo à igreja de Corinto, muitos anos depois da ressurreição.

7) O paralelo do Salmo 118:22-24 é com João 8:56. Veja:

“Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”

“Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o Meu dia, viu-o e regozijou-se.

O paralelismo é perfeito. Aqui vemos que Abraão, com olhar profético, antecipou o próprio tempo em que Cristo estaria diante dos homens para lhes oferecer a salvação e “regozijou-se”. Evidentemente, o “dia da salvação”, segundo esse texto paralelo, começou antes da ressurreição.

A conclusão natural é que o Salmista está falando do dia da salvação que seria anunciado claramente pelo advento de nosso Senhor como o Salvador da humanidade.

E para encerrar, Francis Nichol continua: “A Bíblia revela que Abraão ‘regozijou-se’ e ‘alegrou-se’ em relação ao ‘dia’ do qual falou o salmista. Há algum defensor do domingo tão corajoso a ponto de afirmar que Abraão guardou o domingo?”

CONSELHO FINAL

Aceite os fatos não por causa dos adventistas, mas, por causa do seu amor e respeito a Deus (Jo 14:15). E, medite no fato de Davi ter escritos os salmos sabáticos e não “salmos dominicais”.

Ah! Não se esqueça do que Jesus ensinou em Mateus 5:17-19. Isso evitará que sua mente divague em busca de novos “argumentos”, além dos que Deus já expos claramente nas Escrituras a respeito do assunto.

Um abraço e que “O Senhor do Sábado” (Mc 2:28; Mt 12:8) lhe abençoe e guarde.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Vidas em outros mundos – 1 Coríntios 4:9


Propus-me a não mais responder a ataques de alguns indivíduos que, visivelmente, são impulsionados por um “senso de grandeza” para atacar aqueles que pensam diferente deles.

Esses pobres filhos de Deus precisam de auto-afirmação e, ao invés de buscar ajuda especializada para resolver os próprios conflitos internos (nada há de errado nisso), direcionam suas energias para desmerecer aqueles que, na mente deles, os “ameaçam”. Isso não é saudável e só trará enfermidades, caso tal padrão de comportamento não seja mudado.

Porém, a ignorância de um blogueiro calvinista – que está levando outros a seguir pelo mesmo caminho – impede-me de ficar no silêncio. Não farei menção a nomes, pois, isso não ajuda em nada. Não o citarei nominalmente também por que não gosto de dar Ibope para a arrogância (já o fiz e me arrependo). Nossa natureza pecaminosa (que, segundo alguns, foi “predestinada” para existir dentro do ser humano) nos derruba repetidamente, e corremos o risco de não sermos cristãos nesse tipo de debate, em que fazemos menção a pessoas, desnecessariamente.

Ao comentar sobre minha análise de 1 Coríntios 4:9 – texto que usei para evidenciar a existência de outros mundos – tal blogueiro não apenas ofendeu a minha pessoa, mas, lamentavelmente, colocou em dúvida a inteligência de todos os meus telespectadores, ouvintes, internautas.

Veja o que ele disse, entre outras afirmações infelizes:

“Esse é mais um exemplo que [sic] como o professor Leandro Quadros trata a Escritura com descuido e como seus alunos se contentam com tão pouco quando se trata de temas bíblicos.” (Disponível em: http://bit.ly/n8kAVT Acessado no dia 17/11/11).

Isso tipo de afirmação é grave. E, me faz duvidar dos benefícios que o calvinismo possa estar trazendo à vida cristã dele, sendo que o cristianismo bíblico recomenda que tratemos a todos com respeito, também por meio das nossas palavras: “Que as suas conversas sejam sempre agradáveis e de bom gosto, e que vocês saibam também como responder a cada pessoa!” (Cl 4:6, NTLH)

A TRADUÇÃO DA PALAVRA KOSMOS

Ao ler o comentário dele sobre o sentido etimológico do vocábulo kosmos, tenho curiosidade em saber o quanto tal oponente conhece de grego. Também me interessa obter informações a respeito dos léxicos especializados que ele possui para consultar o significado de uma palavra no original.

A citação que ele fez apenas do léxico de Strong, para definir o significado amplo de um termo, mostra ser necessário que ele se familiarize com mais literatura especializada. Afinal, as diferentes nuances e significados de uma palavra precisam ser percebidas com a ajuda de outros aparatos. Por exemplo:

Se ele estivesse se familiarizado com o autorizado The Analytical Greek Lexicon, saberia que o referido léxico, ao analisar o sentido da palavra kosmos, conclui: “também significa universo material, e em 1 Coríntios 4:9, o agregado da existência sensitiva”.

Caso conhecesse o abalizado Analytical Lexicon of the Greek New Testament de Baker, saberia que a palavra pode ser traduzida como “a soma total de todos os seres criados no céu e na terra”

Se ele tivesse consultado o léxico especializado de W. C. Taylor, o Dicionário do Novo Testamento Grego, teria informado aos seus leitores que a palavra kosmos, além de poder ser traduzida por “mundo” (entre outros significados), pode perfeitamente se referir a todo o universo. Veja algumas definições que ele apresenta do termo grego: “O universo, o mundo, (a soma das coisas criadas); a terra habitada, os habitantes da terra toda”.

Tivesse conhecimento de O Dicionário do Grego do Novo Testamento, de Carlo Rusconi, saberia que kosmos também pode ser traduzido por “universo”.

Também seria importante ter acesso ao Léxico do Novo Testamento Grego/Português, de F. Wilbur Gingrich. Dentre os vários significados que encontramos para o termo, aparece: “o universo, cosmos”.

Mas, digamos que ele não conheça outros léxicos especializados. Esse não seria problema, desde que: (1) não escrevesse sem saber sobre o assunto e (2) tivesse em sua biblioteca pelo menos o Dicionário Vine, onde, na p. 809, o autor afirma que, provavelmente, a palavra kosmos, em Romanos 1:20, se refere ao universo, por que o termo “tinha este significado entre os gregos, devido à ordem observável nele”.

Para concluir: se o blogueiro soubesse que a New English Bible traduz 1 Coríntios 4:9 de acordo com a compreensão que tenho do verso (“somos espetáculo a todo o universo”), ele teria evitado expor sua imprecisão acadêmica diante do grande público da internet.

Portanto, há grande possibilidade de, em 1 Coríntios 4:9, Paulo, na construção da frase, estar afirmando que os apóstolos se tornaram “espetáculo ao universo, tanto a anjos como a homens”. Esse termo engloba melhor ambas as criaturas expectantes do grande conflito: celestiais e terrenas. Como não sou dono da verdade, faço questão de frisar: “há grande possibilidade”.

VIDAS EM OUTROS MUNDOS

Ao contrário do que insinuou o oponente em sua “arte” desrespeitosa para com o logo do Programa, não creio nos chamados ETs “estudados” pela ufologia. Não tenho dúvidas de que muitas manifestações “extraterrestres” (além das fraudes) são enganos satânicos (2Co 11:14, 15 mostra o poder dos demônios em enganar) para desviar a atenção das pessoas daquilo que deveria ser o maior objeto de estudo da humanidade: a Bíblia.

Apego-me às Escrituras para crer que Deus criou vida inteligente em outros mundos, e que não estamos sozinhos na vastidão de nosso universo. Ao olhar para a grandeza de Deus e a diversidade de Sua criação, não consigo pensar pequeno ao ponto de achar que este planeta é o único lugar onde Ele criou a vida.

Textos como Jó 1:6, 7; 2:1; 38:7; Apocalipse 12:12; Efésios 3:15; Neemias 9:6; 1 Coríntios 4:9; João 8:23; 18:36, evidenciam (não têm o objetivo de provar isso, pois, vários deles enfatizam os anjos) a existência de outros mundos que não pecaram, e que torcem pela nossa vitória no conflito entre o bem e o mal.

É claro que tais seres celestiais não ficam por aí, “voando de disco voador”. São criaturas invisíveis para nós, que fazem parte do “mundo invisível” criado por Jesus Cristo, mencionado em Colossenses 1:16: “Pois, por meio dele, Deus criou tudo, no céu e na terra, tanto o que se vê como o que não se vê, inclusive todos os poderes espirituais, as forças, os governos e as autoridades. Por meio dele e para ele, Deus criou todo o Universo.” (NTLH).

Sendo que os anjos são “espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb 1:14), são eles os seres que estão envolvidos diretamente com a humanidade (Gn 18; Ap 22:8, 9).

Portanto, não creio que eu tenha cometido uma “exegese irresponsável”, pois, é perfeitamente possível Deus ter criado vidas em outros mundos. No meu caso, como acredito no dom profético dado a Ellen White, não encontro dificuldades em aceitar o que ela escreveu a respeito, por exemplo, no livro “A Fé Pela Qual Eu Vivo”:

“Deus outorgou ao mundo o dom maravilhoso de seu Filho unigênito. À luz desse ato, nenhum habitante dos outros mundos poderá dizer que Deus poderia haver feito mais do que fez para demonstrar seu amor aos filhos do homem. Realizou um sacrifício que desafia todo computo” (“A Fé Pela Qual eu Vivo” [Meditação Matinal em espanhol], p. 61).

Desse modo, assim como Ellen White, creio que Deus “criou os mundos entre os quais esta terra não é mais que um pequeno cisco” (“Nos Lugares Celestiais” [Meditação Matinal em espanhol], p. 40. Outras referências dela sobre a vida em outros mundos podem ser lidas, por exemplo, em Vida e Ensinos, p. 97-99; Primeiros Escritos, p. p. 39, 40; Santificação, p. 77.)

Sei que muitos de meus amados leitores não creem que Ellen White foi profetisa. Entretanto, mesmo discordando do que ela escreveu sobre o assunto, veem nos textos bíblicos supracitados evidências de que a atividade criativa de Deus continua por toda a eternidade. E, me respeitam por me identificar com os escritos dela (que não são uma “segunda Bíblia”, como afirmam críticos desinformados).

PALAVRAS FINAIS

Sinceramente, não gosto nenhum pouco de evidenciar a ignorância de uma pessoa por que isso não é o que Cristo deseja. Porém, quando minha integridade é colocada em jogo (de forma consciente ou não) e a inteligência de meus telespectadores, ouvintes e internautas são postos em dúvida (e descrédito), algo precisa ser feito.

Caso tivesse ouvido com mais atenção meu comentário (sem o desejo de “caçar” algo para ter o que escrever contra mim), ele teria percebido que, em hipótese alguma, afirmei que, em todas as vezes em que a palavra kosmos é empregada, ela se refere a todo o universo. Sei que em 1 Pedro 3:3, por exemplo, o vocábulo é traduzido inclusive por adorno.

O oponente foi desatendo ou teve muita má fé ao tentar “refutar-me”, citando João 3:16 e 15:18, como se eu atribuísse apenas um significado ao termo. Além disso, tais textos que ele “usou” se encontram num contexto bem diferente daquele que expus, ao tratar de 1 Coríntios 4:9.

Espero de coração não mais precisar escrever esse tipo de artigo. Porém, se a ignorância e o desrespeito forem novamente cultuados pelo opositor, as pessoas terão de comprovar novamente que “O que começa o pleito parece justo, até que vem o outro e o examina.” (Pv 18:17).

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O arrependimento de Satanás


Será que satanás poderá se arrepender? Deus queria muito que isso tivesse acontecido, porém, segundo a Bíblia, Lúcifer foi tão longe que o coração dele já está endurecido pelo pecado.

Vemos isso em Apocalipse 20:7-9. O texto diz que, mesmo após 1000 anos de isolamento dele na terra (vazia – Jr 4:23-28), reunirá os ímpios ressuscitados para incentivá-los a “tomar” a Cidade Santa de Deus, que descerá do céu com os justos (cf. Ap 21:2. Eles terão ido para lá por ocasião da segunda vinda de Cristo – 1Ts 4:13-18)

Isso demonstra que o caráter dele não mudará e que, portanto, ele se afastou tanto de Deus que cometeu o “pecado contra o Espírito Santo”, registrado em Mateus 12:31, 32 e Marcos 3:28, 29 (Alguns estudiosos dizem que o “pecado para a morte”, em 1Jo 5:16, é este pecado).

É por isso que a Bíblia nos adverte, em Hebreus 3:13, a termos muito cuidado com a rebeldia, pois, se ela fez um “anjo de luz” (Is 14:12-14) ir longe demais (Ez 28:15-17), imagine o que poderá fazer conosco! Diz o texto de Hebreus: “pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.”

Depois que ele foi expulso do céu (como lemos em Ap 12:7-9), ele já havia recebido todas as oportunidades possíveis. Por isso, quando foi jogado para a Terra (Ap 12:12; Lc 10:18), o destino dele já estava selado, pois, ele escolheu assim (afinal, Deus não “predestinou” Lúcifer para ele se transformar em diabo, não acha?)

Deus sempre dá uma segunda chance

Oportunidades não faltaram a Lúcifer. Podemos ter certeza disso. Afinal, a Bíblia ensina que “Deus é amor” (1Jo 4:8, 16), que Ele tem “prazer na misericórdia” (Mq 7:19) e que o Criador é “[...] Deus compassivo e cheio de graça, paciente e grande em misericórdia e em verdade”. Além disso, Ele se alegra em ver que o indivíduo, por mais perverso que seja, se converta e viva (Ez 18:23, 32).

Por isso, Ellen White pôde acertadamente escrever, sob inspiração Divina:

“Deus, em Sua grande misericórdia, suportou longamente a Satanás. Este não foi imediatamente degradado de sua posição elevada, quando a princípio condescendeu com o espírito de descontentamento, nem mesmo quando começou a apresentar suas falsas pretensões diante dos anjos fiéis. Muito tempo foi ele conservado no Céu. Reiteradas vezes lhe foi oferecido o perdão, sob a condição de que se arrependesse e submetesse.” (O Grande Conflito, p.p. 495, 496).

Deus nos dá as mesmas oportunidades para arrependimento e mudança de nossos conceitos religiosos equivocados, que podem nos levar à perdição eterna. Iremos aproveitar as oportunidades que o Espírito Santo nos oferece todos os dias?

“[...] Como diz o Espírito Santo: “Se hoje vocês ouvirem a voz de Deus, não sejam teimosos [...]” (Hb 3:7, 8, Nova Tradução Na Linguagem de Hoje).

 
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